Caminho Português

 

Programa

Dia

Data

Atividade/Cidade/povoado

Kms Caminhados

Detalhar

Custo médio dia

Caminho portugues a

1

14/10/2008

Santiago de Compostela - Porto

 

69,43

2

15/10/2008

Vilarinho (Vila do Conde)

26,1

27,32

3

16/10/2008

Barcelos

54,0

65,20

4

17/10/2008

Ponte de Lima

89,0

55,33

5

18/10/2008

Rubiaes

107,0

21,20

6

19/10/2008

Tuy

125,00

30,31

7

20/10/2008

Redondela

158,0

20,28

8

21/10/2008

Pontevedra

175,0

21,50

9

22/10/2008

Caldas de Reis

199,0

57,33

10

23/10/2008

Téo

229,0

31,22

11

24/10/2008

Santiago de Compostela

243,0

86,60

Santiago – Porto

Saimos de Santiago de onibus as 10:15. Detalhe, estava marcado para as 10:00 mas atrasou 15 minutos. País de Primeiro mundo? Ouvi dizer que aqui nada atrasa, pois é: Atrasou. Chegamos em Porto as 13:30 hora de Portugal (uma hora de diferença).

Pegamos um onibus e fomos para o albergue da juventude de Porto. Alias um excelente albergue que nos permitiu um almoço com a visão panorâmica do Douro. Ficamos em um quarto para casal, muito bom. No final da tarde fomos até a Catedral da Sé (no centro) para ver a sinalização do caminho. Depois retornamos ao Albergue, compramos nosso jantar no supermercado. À Noite degustamos um bom vinho da região com o panorama do Douro.

Conhecemos duas peregrinas brasileiras que também iniciariam o caminho no dia seguinte: Estela e Vilma, conversamos até as 10:00 da noite. Depois fomos para o quarto preparar as mochilas para o dia seguinte.

 

Porto – Vilarinho (27 km)

Saimos cedo ao Albergue, Eu, Mara, Estela e Vilma, tomamos o onibus e fomos para a Catedral da Sé, de onde começaríamos a peregrinação. O dia estava com uma neblina muito densa. Começamos a peregrinação seguindo as flechas amarelas através da cidade. Um verdadeiro Cyty Tour. A neblina foi limpar depois das 11:00. Neste dia o caminho é muito cansativo pois o dia todo se anda pela região urbana do Porto, com muito transito, muita gente. Mesmo depois que se sai do Porto, anda-se muito por rodovias com transito intenso. O pessoal daqui corre muito e torna o caminho nas estradas muito estressante. Pretendíamos chegar até São Pedro de Rates fazendo 39 km, mas o caminho chegando a Vilarinho pela rodovia, cercada de muros, sem lugar para sair dos carros nos obrigava toda hora a atravessar a rodovia. Isso estressa muito. Não sei porque tanto muro em rodovias (muros de pedras enormes). Os carros passsam em alta velocidade a centímetros de nós.

Quando chegamos em Vilarinho, descobrimos que existia um refugio para Peregrinos. Fomos até a farmácia, para pegar a chave do Poliesportivo. O pessoal nos recebeu muito bem. Na verdade, o poliesportivo tem um quarto que atende bem as necessidades do peregrino. No quarto com dois beliches, um pequeno fogão eletrico. Uma outra chave para os banheiros. Em um pequeno supermercado compramos algns enlatados, carne de boi (há muito tempo sem comer), a Mara preparou um delicioso jantar de peregrino.

Vilarinho – Barcelos (30 km)

Saimos as 8:00 com chuva e ela nos acompanhou todo o dia. Não estava frio, foi uma caminhada cansativa porém suportavel. Passamos por Junqueira, paramos em um café da Dona Antonia (muito simpatica). Depois passamos por um povoado de Arcos e chegamos a são Pedro de Rates. Visitamos a Igreja e o Museu. Paramos em um café para um suco e seguimos para Vilar. Chegando em Bacelos, um cachorro, nos acompanhou enconstando em nossas pernas. Parecia que estava perdido e estava com medo dos carros. Veio nos seguindo e aproveitava quando atravessavamos a rua para atravessar conosco. Sempre chorando. A Mara começou a chorar pois percebeu que o cachorrinho estava perdido. Pedimos a intercessao de são Francisco para que o cachorro encontrasse sua casa. Em determinado momento, ele parou olhou para o lado com as orelhas levantadas e saiu correndo. Não o vimos mais. Acho que encontrou seu lar. Uma vez em Barcelos, atravessamos a ponte romanica e como estava chovendo, e nossas roupas e mochilas ensopadas, não fomos procurar os bombeiros voluntarios. Precisavamos de um pouco mais de conforto. Fomos ao Hotel do Terço, aliás um ótimo hotel, pedimos uma suíte para um reconfortante banho quente. Mais tarde fomos jantar em um restaurante próximo (um enorme bife, com ovos fritos, arroz e batatas fritas), um manjar para nós peregrinos.

Barcelos – Ponte de Lima (34 km)

A cidade pela manha estava coberta de uma espessa neblina. Graças a Deus, não choveu e lá pelas 11:00 o tempo abriu e tivemos uma caminhada muito tranquila sem dores nem esforço. Passamos por Lugar do Corgo, Vitorino Piaes e as 15:15 chegamos a Ponte de Lima. Fomos para o Albergue da Juventude pois aqui não tem albergue de peregrino. No caminho, nas nossas oraçoes do terço (de hora em hora), sempre estamos colocando as intençoes do nosso caderno de intençoes. Fazemos isso, pois após conhecermos o Catecismo da Igreja Católica que nos orienta a orarmos em intercessao uns pelos outros. No Creio, rezamos que cremos na comunhao dos Santos. Pois é, os Santos fazem parte da nossa Igreja (a Igreja Santa) e nós fazemos parte da mesma Igreja (a pecadora), estamos separados por um pequeno detalhe. A morte, mas estamos todos em comunhao. Já houve época em que duvidei da questao da intercessao. Mas, o catecismo preve o poder da intersecao. Também já pensei: A Bíblia não fala nada disso, Jesus tambem não falou disso. Isso não sera coisa dos homens? Claro que nao. Veja que quando Jesus dise a Pedro que entregou a ele as chaves do céu, instituiu neste momento a sucessao apostólica. E disse mais: Estarei com voces, até o final dos tempos. Entao temos que acreditar que tudo aquilo que a Igreja aprova é também vontade de Deus. O centro de nossa fé, é que Jesus é Deus e a palavra de Deus é verdade. O que Deus fala, acontece inexoravelmente. Deus Ve em detalhes toda a eternidade em apenas um relance. Perante a verdade da palavra de Deus, tudo se curva. Entao não temos por que duvidar de nada aprovado pelos sucessores apostolicos de Pedro. Com fé neste argumento, rezamos em intercessao, assim como cremos que os Santos também por nós intercedem. Por isso, pedimos as oraçoes de todos os que nos acompanham, pois forma uma rede que beneficia a todos.

Ponte de Lima – Rubiaes (22 km)

A Saída pela manha, muito tranqüila.  Dia de sol, bonito, claro. Andamos tranqüilos por veredas, bosques, campos. Poucas subidas (exceto o monte Labruja). O pão que sobrou do café da manha nos serviu de almoço. Decidimos dividir esta etapa em duas pois tínhamos um dia sobrando. O previsto era ir até Tuy, andar 43 km mas optamos por andar menos e guardar forças para o caminho de Francisco. Chegamos a Rubiaes cedo. O albergue fechado com uma mensagem na porta para pegar a chave na mercearia a 1 km. Descemos a rua e logo uma senhora nos perguntou se desejávamos ficar no albergue. Ela nos entregou a chave e fomos providenciar nosso banho e lavagem de roupas. Um albergue muito bom. Estávamos bem descansados embora tenhamos passado pelo monte do Labruja. Depois andamos uns dois km para comprar material para o jantar. Foi bom termos comprado, pois no final do dia chegaram mais dois peregrinos. Valter, um brasileiro de Santa Catarina e Kity, uma Californiana. No fim, o jantar (uma mistura de feijoada enlatada, almôndegas com arroz que a Mara fez). Um vinho para acompanhar e ficamos satisfeitos. Pela noite, a Kitty resolveu dormir fora do albergue pois queria ver as estrelas. Ela é escritora. Apesar do frio, dormimos muito bem.

 RubiaesTuy (22 km)

A Saída pela manha, muito tranqüila.  Dia de sol, bonito, claro. Andamos tranqüilos por veredas, bosques, campos. Poucas subidas. Em São Bento quando passamos o sino da Igreja chamava para a Santa Missa. Atendemos o chamado e entramos na igreja cheia. Não estávamos cheirando bem, apos muitos kms de caminhada no sol mas, na casa de Deus todos são bem aceitos. Uma Missa festiva, bonita e bem longa (para os padrões europeus). Depois de 1 hora e 20 minutos retornamos o caminho. Na saída de São Bento nos perdemos pois não tinha sinalização. Andamos pela rodovia uns 2 km, quando percebemos que não tinha sinalização. Retornamos os 2 km e fomos procurar a trilha. Achamos e seguimos adiante. Chegamos em Valença e novamente não tinha sinalização. Passei a seguir o GPS, passamos sem ver o albergue e a muralha saímos na ponte que separa Portugal de Espanha. Atravessamos e chegamos em Tuy. Lá encontramos o Valter que já havia chegado (Passou por nos em São Bento, pois estávamos na Missa). Saímos par visitar a bela catedral de Tuy, depois fomos comer um bocadillo pois o albergue não tem cozinha. Soubemos que no dia seguine as 08:15 haveria uma Missa no convento das Clarissas. Dormimos bem durante a noite no albergue que todos falam que tem assombrações. Pelo menos não vimos nada, embora eu tenha acordado duas vezes de madrugada para ir ao banheiro.

  TuyRedondela (33 km)

Levantamos cedo, arrumamos as mochilas e fomos participar da Missa com as Clarissas. Interessante, pois a Igreja é separada perto do altar por uma grade. As Clarissas, participam do lado de dentro da grade enquanto nós e o Padre ficamos do outro lado. Só na hora de retirar o Santíssimo, é que uma porta é aberta e o Padre entra. Saímos para caminhar, muito frio nesta manha. O Valter caminhou o dia todo conosco. Conhecemos um outro brasileiro (Marcelo) que mora em Santiago. Neste dia, nos alimentamos basicamente de uvas no caminho. Aqui as parreiras são usadas como cerca. Então, cachos e mais cachos de uvas eram generosamente ao nós oferecidos pelas cercas. Também muitas uvas no mato. Vimos muitos pés de Caquis e Kiwi. Também um tipo de maracujá pequeno e bem doce. Ou seja, frutas como alimento por todo dia. A passagem por OPorrino é dolorosa. Quase três horas de travessia de zona urbana com movimento de caminhões pesados na autoestrada. Nesta cidade também não há sinalização. A saída da cidade é terrível. Quase nos perdemos. Incrível como algumas cidades não dão a mínima aos peregrinos. E olha que são eles que movem a vida dessas cidades. Em algumas cidades, o povo se preocupa em colocar passagens, sinalizações, calçadas especiais que dá gosto de caminhar. Outros lugares, passamos por locais sujos, sem sinalização, nas rodovias, sem zona de escape fazendo o peregrino correr perigos de atropelamentos. O Porrino é um mau exemplo deste. Para eles, o peregrino não existe. Bom, talvez, seja parte do nosso sacrifício. A chegada em Redondela é dolorosa, pois pega-se uma descida muito forte e a chegada, atravessa-se a parte urbana da cidade (mais de uma hora de caminhada) até chegar ao centro histórico. O albergue, está localizado em uma torre histórica. Depois fomos a biblioteca, usamos a internet grátis. Consegui ver mensagens das minhas Irmãs (Ilma e Waleska) e dos filhos (Roberto e Gabriel). Soubemos também que a Flávia havia levado nossa historia para a Missa da Radio América e apresentado aos Bispos (Dom Mário e Dom Luiz). O Dom Mário chegou a nos escrever, muito gentil. A Flávia tem sido uma divulgadora sem par da nossa peregrinação. Está conseguindo muitas orações por nós. Agradecemos de coração a esta nossa irmã. Em Redondela a Mara preparou uma sopa com macarrão e almôndegas que saciou nossa fome. O Marcelo e Valter também dormiram no albergue.

RedondelaPontevedra (19 km)

Levantamos cedo, arrumamos as mochilas e caímos no caminho. Logo que saímos começaram algumas subidas e logo o tempo fechou e a chuva caiu forte. Colocamos nossas capas e as capas de mochilas. Notamos que o Valter não foi preparado para a caminhada. Não tinha capa nem capa de mochila. Apenas um guarda-chuva que o vento logo tratou de quebrar. Um frio de congelar pedras. Estávamos preocupados pois a mochila do Valter estava molhando tudo e pensamos: “Quando chegarmos ao albergue, e ele tomar banho, que roupa vai colocar? Estará tudo molhado” Rezamos para a chuva parar mas, parece que teríamos que enfrentar aquele sacrifício. Para completar, na saída da auto estrada uma má sinalização nos levou para uma trilha na mata, fazendo com que nos perdêssemos. Andamos muito dentro do bosque, com chuva, até chegarmos a um matagal sem saída. Retornamos subindo o morro (uns 2 km) até a auto estrada. Até que chegamos a Árcade, felizmente até este momento a chuva se manteve fraca. Em Árcade a coisa piorou. Chuva forte e vento cortante. Paramos em uma marquise perto de um hotel e pedimos alguns sacos de lixo. Um senhor nos deu dois sacos grandes, fizemos uns buracos nele e literalmente vestimos o Valter com mochila e tudo no saco. Ele ficou parecido com o Manda chuva naquele saco preto. Mas, resolveu o problema. No entanto o forte vento e a chuva mostrou que as nossas capas (muitos km rodados e cansadas de guerra) já não estão mais atendendo. Minhas botas também estavam entrando muita água. Eu e Mara estávamos completamente molhados nas roupas por baixo das capas. A Mara estava andando durinha como um picolé tal era o frio quando o vento batia. Notamos que o Valter não estava se sentindo bem. Depois ele falou que estava com inicio de hipotermia. Bom, foi neste desespero que chegamos a POntevedra. Já sonhávamos com o albergue, um banho quentinho, uma cama. Quando chegamos no albergue (13:30) no portão informava que o albergue no inverno só abre as 16:00. Tínhamos duas opções: Andar mais 15 km até o próximo albergue ou esperar. O Valter não tinha condições de seguir adiante. Fomos para um bar esperar o albergue abrir. Lá a Mara e Valter pediram uma sopa quente e eu um chocolate quente. Na hora de tomar a sopa, Valter não conseguia segurar a colher. Seus dedos não obedeciam. Orientamos para que colocasse as mãos do lado do prato quente para haver transferência de calor e assim logo sua sensibilidade nos dedos voltou. Eu também tomei meu chocolate segurando o copo com as duas mãos. O difícil era esperar com frio, as roupas molhadas, os pés encharcados. Ainda no bar tirei as botas (Mara também), troquei as meias e fiquei de chinelo com meia. A roupa molhada e tiritando de frio. As 16:00 o albergue abriu, tomamos banho e fomos lavar as roupas. Algumas roupas da minha mochila estavam molhadas. Estamos um pouco preocupados com o caminho de Francisco. Nosso contato na Itália informou que na época que caminharmos, nas montanhas a 1.000 m de altitude já encontraremos neve. Estamos procurando capas camelo para nos proteger de alguma chuva no caminho de Francisco. Já imaginou, com neve, chuva e vento e nossas capas deixando passar água gelada para nossos corpos? Precisamos melhorar o equipamento para garantirmos nossa sobrevivência. Jantamos no albergue (A Mara fez um sopao), sobrou até para o Marcelo, que chegou mais tarde e caiu matando na sopa.

Pontevedra – Calda de Reyes (24 km)

Levantamos cedo, arrumamos as mochilas e um belo dia nos esperava. Muito sol. Para nós foi um dia de caminho muito bonito. Belos bosques, campos iluminados, calçadas romanas floridas e frutadas. Muitas uvas no caminho. Ao chegarmos a uma cidade perto de Calda de Reyes (8 km antes), o tempo fechou novamente. Na cidade tem albergue. Quando alguns pingos nos atingiram, o Valter decidiu que ficaria no albergue (estava traumatizado do dia anterior). Eu e Mara colocamos as capas e seguimos adiante. E o tempo abriu novamente. Chegamos em Calda de Reyes debaixo de sol forte. Em Caldas não tem Albergue. Lembramos da dica da nossa amiga Tina que havia feito o caminho meses antes e fomos para o hotel O Cruceiro. Bom hotel. Banho quente, boas camas, não precisamos desarrumar as mochilas. Limpos e recuperados fomos participar da Missa. Adormecemos como anjos.

Calda de ReyesTéo (30 km)

Levantamos cedo, arrumamos as mochilas e mais um belo dia nos esperava. Muito sol. Também uma paisagem deslumbrante. Passamos por bosques que nos recordavam as lendas do Rei Arthur e a espada excalibur. Muitos campos bosques desfolhados e como sempre, algumas autoestradas. Iríamos até Padron, mas andamos muito rápido e chegamos cedo a Padron. Decidimos andar mais 15 km e chegar a Téo que fica a apenas 13 km de Santiago. Assim chegaríamos para a Missa das 12:00 do peregrino. No albergue de Téo, encontramos três brasileiras (Dona Lourdes, sua filha Carmen e a amiga Cidinha). Gente muito boa e alegre. Dona Lourdes mora em São Paulo (quase divisa com Paraná). Carmen, professora de inglês e portugues. Cidinha, advogada. Eu já havia visto o depoimento delas no albergue de Rubiaes. A Cidinha estava com leve enjôo e D. Loudes e Carmen foram comprar material (em um bar a 200 m) para o jantar. Compraram material para um batalhão. Eu e Mara compramos um vinho, pois nosso material de jantar (um pão grande, uma lata de salsicha e presunto) já trazíamos na mochila desde Padron. Comprei apenas 4 ovos para fazer um mexido, pois estava com uma vontade louca de comer ovos. Assim passamos uma boa noite, embora a Cidinha tenha reclamado muito de frio.

Téo – Santiago de Compostela (13 km)

Eu e Mara saímos cedo, ainda escuro e caímos na estrada. Com ajuda da lanterna fomos desfiando o caminho. O final do caminho sem sinalização, nos valemos das dicas da Isabel que pegamos pela internet e felizmente não nos perdemos. Chegamos a tempo de participar da Missa dos Peregrinos com bota-fumeiro e tudo. A Missa é muito bonita, não dá para descrever o momento em que o turíbulo rasga a catedral no meio espalhando o aroma de incenso. Muita gente chorando. No nosso lado, um alemão batia palmas, chorava e ria ao mesmo tempo. É quando se percebe que venceu todos os obstáculos. Nós estávamos conscientes que havíamos cumprido mais uma missão. Nosso caderno de intenções, guardado para o Camino di Francesco. Passamos pelo altar, por trás da imagem de Santiago, onde alguns meses atrás (contado pela Tina), um peregrino abraçou a imagem e depois veio a falecer. Fomos ao túmulo do apóstolo também. Depois fomos para o albergue da Igreja. Lá encontramos nossas amigas do albergue de Téo muito emocionadas. Nesta noite, o albergue estava cheio de peregrinos e o dormir foi embalado por muitas sinfonias. Terminamos este caminho usando um dia a mais, pois dividimos algumas etapas em duas por questões de estratégia para economizar energia.

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