Peregrinação pela Europa

Santiago de Compostela (29/05/2006)

Terminamos o caminho de Compostela no dia 28/05/2006. Ainda neste dia, fomos à estação ferroviária para obter informações a respeito do uso do passe de trem (Eurailpass). Este tipo de passe deve ser adquirido no país de origem do viajante. Existem diversos tipos de passes. Nós optamos pelo passe de uso consecutivo (mais vantajoso no nosso caso, que estaríamos em trânsito todos os dias). 21 dias consecutivos.

Na Estação, nos informaram que poderíamos validar o passe (carimbo com a data do primeiro uso) no dia da viagem. No nosso caso, no dia seguinte (29/05/2006). A partir deste dia, durante 21 dias consecutivos poderíamos utilizar (de graça) qualquer trem regional em 18 países cobertos pelo passe. Assim, a validade do nosso passe, terminaria em 18/06/2006.

Durante a viagem, coletei dados para uma avaliação posterior se é mais vantagem comprar os bilhetes na hora da viagem ou comprar um passe deste tipo. A tabulação destes dados está no final deste relato.

 

No dia 29/05 às 15:00 fomos para a estação de trens da cidade de Santiago de Compostela. Nosso plano era viajar durante a noite e chegar a Lisboa no dia seguinte. Nosso trajeto seria: Compostela – Vigo – Porto – Lisboa.

 

Vigo (29/05/2006)

Havia horários mais cedo para Vigo, mas no nosso caso teríamos que tomar o trem das 16:30, pois neste horário havia um trem regional. Se utilizássemos outro horário (trem mais veloz) teríamos que pagar diferença. Usando trem regional, viajaríamos sem pagar nada. Às 16:30 saímos em direção a Vigo (Na Europa os trens são pontuais). Às 18:14 chegamos a Vigo, uma cidade litorânea com paisagens muito bonitas. O trem desliza um longo período por regiões beira-mar. De Vigo, saiu a última regata onde os barcos fazem a volta ao mundo. De Santiago até Vigo, atravessamos os seguintes povoados: Padron, Puentecesures, Villagarcia de Arosa, Arcade , Redondela Picota, Redondela de Galicia.

 

Às 19:08 saiu um trem (português) de Vigo com destino a Porto. Nós embarcamos nele. Antes, na estação, compramos alguns sanduíches para comer no trem. Este trem, com mesma velocidade do trem espanhol, mas com menor conforto. Neste Trem (comboio para os portugueses), cruzamos belíssimas regiões vinícolas. Atravessamos várias cidades, entre colinas e planícies. No topo de algumas colinas, castelos, fortes e mosteiros centenários. Neste trem atravessamos os seguintes povoados: Redondela de Galicia, Porrino, Tuy Garaje Lazara, Valenca, Vila Nova de Cerveira, Caminha, Ancora-Praia, Viana do Castelo, Barcelos, Nine, Famalicao, Trofa e Ermesinde. Chegamos em Porto às 21:00.

 

Porto (29 – 30/05/2006)

Em Porto, fizemos um lanche nas redondezas da Estação. Ficamos aguardando a saída de um trem inter-regional para Lisboa. Partimos às 00:40 em um trem sem nenhum conforto. As pessoas ao entra no trem, já iam ocupando três cadeiras para dormir. Procuramos por cadeiras vazias em vários vagões. Até que encontramos cadeiras duplas. Não poderíamos dormir, pois a posição das cadeiras não permite. Teríamos uma longa noite, já que o trem chegaria às 05:57 em Lisboa. Uma viagem muito cansativa, pois o trem faz paradas de 5 em 5 minutos. Entre Porto e Lisboa, 35 estações de parada. Chegamos a Lisboa com os olhos ardendo. Parecia que estavam cheios de areia.

 

Lisboa (30/05/2006 a 01/06/2006) (Fátima e Coimbra)

Na estação Oriente, nenhuma cafeteria aberta. Esperamos abrir o metrô e o comércio para ir até o Albergue da juventude. Tomamos café e assim que o metrô começou a operar, fomos procurar o albergue. Um albergue muito bom, diga-se de passagem. Faríamos dois pernoites neste albergue. Deixamos as mochilas no albergue e entramos novamente no metrô, em direção à estação de ônibus. Chegando lá, compramos passagens para Fátima. Passamos o dia em Fátima. Rezamos na Basílica.

No fim do dia, tomamos o ônibus de volta para Lisboa. Via Metrô chegamos ao albergue para dormir a primeira noite. Dormimos em quartos separados. O albergue possui quartos femininos e masculinos.

Albergue da Juventude de Lisboa – Centro - R. Andrade Corvo, 46 1050-009 - Lisboa

Tel: 21 353 26 96 Fax: 21 353 75 41)    E-mail: lisboa@movijovem.pt

Para localizar informações de albergues em Portugal, clique no endereço ao lado: http://www.pousadasjuventude.pt/

 

No dia seguinte fomos de trem até Coimbra. Retornamos para Lisboa às 15:00. Ainda fomos até o Zoológico de Lisboa neste dia. Depois, entramos na rede de metrô e retornamos para o albergue. No dia seguinte, montamos as mochilas, deixamos o albergue e fomos de metrô para a estação Oriente. De lá, fomos a pé até o Parque das Nações. Lá visitamos o Oceanário de Lisboa. Passamos o dia na rua, enquanto nossas mochilas ficavam em uma guarda-malas na estação. Às 22:10 pegamos o trem com destino à Madrid. Mais uma noite sem dormir, embora estivéssemos viajando de primeira classe. Chegamos a Madrid às 08:49.

 

Madrid (02/06/2006)

Nosso plano era prosseguir ainda neste dia para Barcelona. Lá faríamos a reserva de navio para o dia seguinte. Os trens para Barcelona, partem da estação Atocha. Estávamos na estação Chamartin. Usando os passes, fomos de trem urbano até Atocha. Chegando lá, entramos em uma fila para reservar lugares para Barcelona. Mas não havia mais vagas para aquele dia. Decidimos então fazer reservas para o dia seguinte (neste caso, mesmo com passe, é preciso pagar a diferença).

Via metrô, fomos procurar o albergue que havia na nossa lista. Lá chegando não conseguimos vaga. Felizmente, no mesmo prédio havia um outro albergue no qual conseguimos vaga por uma noite. As informações do albergue estão nos últimos dias do relato.

 

Barcelona (03/06/2006)

No dia seguinte, fomos de metrô até a estação Atocha pegar o trem para Barcelona. Neste caso, trem Altária classificado como alta velocidade. Mas não achamos vantagem nisto. Este trem alcança 100 km/h, portanto, não é tão rápido assim. Tanto que gastamos 4,5 horas de Madrid até Barcelona. O trem nos deixou na estação Sants. Teríamos que chegar à região portuária para tentar fazer as reservas para o dia seguinte. Perto da estação passa a rede de metro de Barcelona. Assim, foi mais fácil chegar mais próximo do porto. Ao entrar no metrô vimos uma tentativa de assalto a um turista.  Ele foi puxado para fora do metrô por um grupo de assaltantes. Por sorte, as pessoas que estavam com ele, seguraram o braço, e estando o metrô para fechar as portas, os assaltantes desistiram.

Logo chegamos à região de “Las Ramblas”, a mais badalada de Barcelona. Muita movimentação de jovens, turistas, comércio e vida noturna. Mas também, muitos assaltos, trombadinhas, e abutres a espera de vítimas. Há de se andar com cuidado naquela região. Bom, daquele local fomo a pé até o terminal marítimo (uns 2 km) para tentar fazer a reserva na Grimaldi Ferryes.

Maiores informações, entre no site da Grimaldi para horários, destinos e preços. http://www.grimaldi-ferries.com/

 

Navio (Barcelona – Civitavecchia) (03/06/2006 e 04/06/2006)

No terminal da Grimaldi uma confusão para reserva de passagens no navio. Três filas. Não se sabia qual delas era para veículos ou passageiros. Entrei em uma fila e Mara em outra. Soubemos que sairia um navio em meia hora. Mas naquela confusão seria impossível fazermos as reservas a tempo. Quando chegou nossa vez, demoraram com os passaportes até que liberaram as reservas.  Ou seja, iríamos para a Itália naquele mesmo dia. Naqueles navios, o passe de trem pode ser usado. Pagamos uma diferença de valor para viajar em poltronas (nada de cabines).

Subimos a bordo, com nossas mochilas nas costas. Aqui começamos a sentir a discriminação. Fizeram-nos esperar por mais de uma hora, dizendo que iam verificar autorização para entrarmos na Itália.

Cansamos de esperar e fomos conhecer o navio. Mochilas sempre nas costas, fomos ao deck. De lá vimos o navio deixar Barcelona. Fomos para a sala de butacas (poltronas) onde passaríamos a noite. Ainda não tinham devolvido os papéis. Encontramos alguns indianos e um canadense na mesma situação. O canadense, mochileiro como nós. Os indianos, com malas. Conversando em inglês, os indianos informaram que quando eles não devolviam os papéis foi porque não houve autorização. Neste caso, não deixam desembarcar. Os indianos estavam simplesmente apavorados. Havia muitos deles pelas ruas da Europa, em atividades de subemprego. Eu e Mara, um pouco preocupados em função do que vivenciamos no passado para entrar em Israel, decidimos relaxar e aproveitar a viagem.

Na sala de poltronas, muitas delas quebradas. O atendimento da tripulação do navio para com o pessoal desta sala é horrível. Não demonstram nenhum respeito. Quando tentamos saber noticias dos nossos papéis, chegaram a nos responder com falta de educação, mas logo fizemos valer nossos direitos. Solicitei um formulário de opinião sobre atendimento. Quando nos viram preencher aqueles formulários de sugestões (fazem parte de processo de qualidade), passaram a nos tratar bem. A partir daqui, os indianos se escondiam atrás de nós.

Como eles nunca explicavam onde estavam os papéis, teve uma hora que a Mara “rodou a baiana” e exigiu o papel. Quando cheguei à recepção, os atendentes estavam apavorados procurando os papéis (que provavelmente tinham perdido). Notando o desespero deles, eu conversei com o oficial da recepção (eles são italianos, falam muito mal o inglês), e consegui entender que aqueles papéis eram apenas controle interno deles. Falei para não se preocuparem e deixar para lá. Foi quando se acalmaram. Mas, a Mara deixou lá sua marca.

Depois expliquei para os indianos não se preocuparem. Não adiantou muito, pois eles pareciam que estavam sendo perseguidos.

 

Para dormir em poltronas, é muito desconfortável, de forma que Eu e Mara abrimos nosso isolante e sacos de dormir e montamos nossa cama no chão, entre as poltronas. E assim, dormimos tranquilamente. Durante a noite, em conversa com os indianos, falamos da nossa peregrinação a pé. Não entendiam porque eu tinha férias tão longas. Falei que estava aposentado. Perguntaram nossa idade. Falei que tenho 51 e Mara 48. Eles não acreditaram, chamaram vários amigos para falar de nós.

O resto da viagem transcorreu normalmente. Tínhamos acesso a todas as áreas do navio, como qualquer outro hóspede. Deixamos nossas mochilas na sala de poltronas (carregando conosco, documentos e valores, claro).

 

Civitavecchia (04/06/2006)

E assim, chegamos no dia seguinte a Civitavecchia, na Itália. Do porto, fomos a pé até a estação de trens. Pegamos um trem regional para Roma. Passamos pelos seguintes povoados: Livorno Centrale, Rosignano, Cecina, S.Vincenzo, Campiglia Marittima, Follonica, Montepescali, Grosseto, Albinia, Orbetello-Monte Arg. , Capalbio, Montalto di Castro, Tarquinia, Civitavecchia, S.Marinella, Marina di Cerveteri, Cerveteri-Ladispoli, Roma S. Pietro, Roma Trastevere, Roma Ostiense, Roma Termini.

 

Roma (04/06/2006 e 05/06/2006)

Ficamos na Estação Roma-Términi. Como estava anoitecendo, resolvemos passar a noite em Roma. Fomos procurar um hotel, pois o albergue da juventude de Roma estava muito longe da estação. Por isso, procuramos um hotel (arghhh!) ali perto. Hospedamos-nos em um hotel horrível, em um local horrível a um preço horrível. Arghhhh! Não quero nem lembrar!

Ainda tivemos tempo de entrar na rede de metrô de Roma, para visitar a Basílica de São Paulo (fora dos muros). Era domingo, mas infelizmente a Basílica estava fechada. Passeamos um pouco pela região, depois retornamos à região do nosso hotel. Embora a região não seja agradável (escura, pessoas estranhas, ruas vazias), passeamos à noite, tomamos sorvete e comemos pizza. Em Roma, tudo é muito caro.

No outro dia, cedo, fomos para a estação Términi. Veríamos quais trens trafegariam até Ancona. Na Estação de Roma (aliás, na Itália em geral, é muito difícil obter informações). Faziam o possível, para que pagássemos pelas viagens (mesmo apresentando o passe). Assim, na bilheteria, o vendedor me informou que teria que pagar uma diferença para viajar para Ancona. Pois o trem era especial e exigia reservas de poltronas. Como não consegui informações de horários dos trens regionais, acabei pagando a reserva. Nesta viagem atravessamos os seguintes povoados: Orte, Terni, Spoleto, Foligno, Fossato di Vico-Gub. , Fabriano, Genga Terme, Jesi, Falconara Marittima, Ancona.

 

Ancona (05/06/2006)

Chegamos à estação de Ancona e logo fomos buscar informações sobre a localização da estação marítima. Todos nos informavam que deveríamos pegar um Táxi ou um ônibus que fazia ponto em frente à estação de trem. No ponto de ônibus, nos surpreendemos que os motoristas de ônibus conseguem se comunicar em inglês. Questionamos a distância até o porto. O motorista nos informou “uns dois kilômetros!”. Dois quilômetros? Ora, para nós, café pequeno. Colocamos mochilas nas costas e fomos a pé.

 

Navio (Ancona – Patras) (05/06/2006 e 06/06/2006)

Um navio (ferry) estava para sair em 1 hora. Usando os passes, pagamos uma diferença e fizemos reserva na sala de poltronas. É impressionante a capacidade de carga de um ferry. Contei enquanto descarregavam um deles e até o nosso navio partir, já tinham desembarcado 40 caminhões cegonha (sem contar inúmeros carros pequenos e traillers). Logo estávamos navegando no mar Adriático. A água de tonalidade esverdeada próximo ao litoral. Do navio se avistava uma linha bem definida, a partir da qual a água tomava uma tonalidade azul-escura. Realmente, estávamos realizando um sonho antigo. A paisagem que se descortinava à nossa frente era digna de um sonho.

Para informações de travessias para a Grécia, veja o link ao lado: http://www.allgreekferries.com/index.html

 

Assim como nossa navegação no mar Mediterrâneo, na sala de poltronas, armamos nossa cama no chão, entre as poltronas. Nenhum contratempo nesta viagem. Vivemos cada segundo desta belíssima viagem.

 

Patras – Atenas (06/06/2006)

No dia seguinte, 11:30 estávamos chegando em Patras. Desembarcamos e tomamos um ônibus para Atenas. O ônibus deixou-nos na Syntagma, no centro da cidade. Na busca de informações para chegar ao albergue, sentimos dificuldade em nos fazer entender (mesmo em inglês). Cansados e sem alternativas fomos obrigados a tomar um (arghhh!) táxi. Lá os táxis mesmo com passageiros, param e pegam outros passageiros. Como se fossem coletivos. Detalhe: Não há rateio no preço. É a cultura deles. Mas cuidado, antes de entrar no táxi, combine o preço. Você pode se arrepender amargamente se não fizer isto.

Para achar locais para pernoite (albergues) na Grécia clique no endereço ao lado: http://www.hihostels.com/

Ficamos hospedados no albergue Atenas International, 16 Viktoros Hugo Str.

 

Atenas (06/06/2006 a 09/06/2006)

Dormimos três noites em Atenas. Uma cidade fantástica pela presença viva de monumentos e construções que nos mantém em contato com a história antiga. Também a cultura muito rica nos fazendo lembrar a cada momento da antiga mitologia grega. O mar, as paisagens sem comentários. Quem ainda não assistiu a um filme ou viu uma foto e não ficou encantado com a beleza daquela região?

Em um dia, visitamos os monumentos históricos em Atenas. Agora com mapa e mais íntimos da cidade, usamos a rede de metrô para circular à vontade pelos pontos turísticos. Ficou muito mais barato. Para os menos corajosos, existem centenas de pacotes para conhecer os pontos turísticos com todo conforto. Tudo é apenas uma questão de preço. Ou melhor, de custo/benefício.

Em outro dia, fizemos um cruzeiro por três ilhas gregas: Poros, Hydra e Aegina.

Aqui cabe um comentário e uma reclamação: Quando falamos que desejávamos conhecer algumas ilhas, o hospitaleiro do albergue (um brasileiro, diga-se de passagem) nos ofereceu um pacote. Disse que trabalhava com aquela empresa. A oferta era um dia em um navio, passeando pelo mar com paradas para visitas nas três ilhas. No folder, informava das atividades a bordo e dos pontos históricos e turísticos nas ilhas. O preço, 90,00 euros por pessoa. No folder a fotografia de um navio fantástico.

Sendo o hospitaleiro um brasileiro, lidando com mochileiros confiamos que esta seria a melhor opção para conhecer as ilhas. Entusiasmados compramos o pacote. No dia seguinte, fomos cedo aguardar o ônibus que nos levaria até o porto. Detalhe: Tivemos que ir a pé, até a porta de um hotel, pois o ônibus não pegava turistas na porta do albergue. Com uma hora de atraso, o ônibus chegou. Ficou circulando pela cidade mais 40 minutos, recolhendo outros passageiros. Tinha até pessoas em pé. Depois o ônibus foi para a região portuária, onde sairiam os passeios. Resumindo, quando chegamos ao barco (vou chamar de barco, pois aquilo não é navio) nos veio a primeira decepção. Nada a ver com a foto que vimos na propaganda. Na verdade uma lancha, uma escuna um pouco maior que aquelas que temos na Bahia. Outra coisa: Saindo gente pelo ladrão. Quando entramos, não tinha lugar para sentar. Viajamos em pé com duas opções:

Em cima, no deck tomando um sol de meio-dia (o barco saiu quase meio dia, pois a metade do cruzeiro passamos no ônibus) com muito vento ou no fundo do barco com um calor infernal.

E veio a segunda decepção: Os guias informavam que para visitar os pontos turísticos na ilha de Aegina, teríamos que pagar um subpacote. Quem pagasse, teria um ônibus na ilha, para levar até os pontos históricos. Quem não pagasse, ficaria no centro comercial comprando bugigangas. Achamos muito descaramento e resolvemos ficar andando pela ilha.

As ilhas, realmente muito bonitas. Mas o pacote, uma enganação sem-vergonha. Quando chegamos ao albergue, naquele dia e no dia seguinte, o alberguista não teve coragem de olhar para nós e perguntar como foi. Se você for até lá tome cuidado.

Durante o cruzeiro, descobrimos que poderíamos ter feito o pacote de forma muito mais barata. E mais emocionante. Quer saber? Primeiro: Para chegar à zona portuária dava para ir de metrô. 2 Euros ida/volta por pessoa. Entre as ilhas mais próximas, existem lanchas de alta velocidade que fazem o trajeto várias vezes por dia. De 3 a 5 euros por pessoa. Na ilha Aegina, tem um serviço de aluguel de motos (vespas) que dá para percorrer toda a ilha.

De qualquer forma, independente dos erros e acertos, tivemos uma estadia maravilhosa na Grécia. Havendo oportunidade, lá retornaremos.

No plano original, de Atenas seguiríamos de trem para Tessalônica e depois entraríamos na Bulgária, para pernoitar em Sofia. Atravessaríamos a Bulgária entraríamos na Romênia e daríamos a volta até chegar à Alemanha. Infelizmente, para entrar na Bulgária, era preciso ter visto no passaporte. Por isso, planejamos a rota passando duas vezes pela Itália.

 

Korinto – Patras – Ancona (09/06/2006 e 10/06/2006)

Viajamos para Patras de trem. Um trem de Atenas até Korinto. Em korinto, outro trem até Patras. Destacamos nesta viagem, imagens inesquecíveis. O trem trafega literalmente à beira mar. A linha é construída nas escarpas rochosas e da janela do trem, a visão do Mar da Grécia, é simplesmente inesquecível. A chegada em Patras, do trem, dá para ver de longe a belíssima ponte sobre o rio Antirio desembocando preguiçosamente no mar. A estação de trem fica próxima ao porto. Com nossos passes, fizemos nossas reservas para o mesmo dia, em um navio que partiria para Ancona no meio da tarde. Compramos alguns presentes e num comércio próximo, algumas frutas, pães, torradas, água e refrigerantes para comer no navio. Os preços no navio são bastantes salgados. Neste meio tempo, nossas mochilas já tinham dobrado de peso.

E assim, mais uma noite de travessia, mais uma noite em um navio cruzando o mar Adriático. Confesso que me senti tentado de reservar uma cabine para dois. Um luxo que não tínhamos há muito tempo. Mas Mara lembrou-me dos nossos objetivos e votos naquela peregrinação. Sentir na pele a discriminação e exclusão. Viajar em companhia dos mais simples. Foi o suficiente para colocar meus pés no chão. Bem, pés no chão é modo de falar, pois colocamos todo o corpo no chão. Dormimos mais uma vez no assoalho, com nosso isolante e saco de dormir. Um luxo, para nós mochileiros.

 

Foligno (10/06/2006 a 12/06/2006) (Assis, Spoleto e Cáscia)

Desembarcamos em Ancona, andamos a pé os 2 km até a estação de trem. Um trem regional estava saindo para Oste. Como íamos para foligno, entramos no trem. Uma viagem muito agradável, passando por regiões muito bonitas. Chegamos à região da Úmbria. Ah! A Úmbria, terra de São Francisco, Santa Clara e Santa Rita. Atravessamos as seguintes localidades: Borghetto di Tuoro, Falconara Marittima, Castelferretti, Chiaravalle, Jesi, Montecarotto-Castel., Castelplanio-Cupram., Serra S. Quirico, Genga-S.V. Terme, Albacina, Fabriano, Fossato di Vico-Gub., Gualdo Tadino, Gaifana, Nocera Umbra, Valtopina. Saltamos na estação de Foligno e a pé fomos em busca do albergue da Juventude.

 

Albergue Pierantoni  - Via Pierantoni 23 – Foligno - foligno@ostellionline.org

 

Foligno é uma cidade muito agradável e interessante. A predominância é de jovens estudantes. Uma cidade rica em artes (música, dança, teatro), e noites movimentadas. Neste ambiente, não faltam os abutres aproveitadores para assaltos, roubos etc. Aconteceu conosco, andando pelas ruas movimentadas, percebi alguém nos seguindo. Mesmo com as ruas movimentadas, o homem estava sempre próximo a nós. Em uma Pizzaria, resolvemos parar na porta e observar. O homem parou e entrou em um caixa automático em frente vigiando à sua volta. Resolvemos retornar ao passeio e percebi que o homem voltou a caminhar na mesma direção. Do outro lado da rua, paramos olhando fixamente para o homem. Ele notou que havíamos percebido, passou direto e entrou em uma esquina deserta. Mais tranqüilos, retornamos ao nosso agradável passeio. Com os olhos bem abertos para evitar surpresas desagradáveis.

 

O albergue de Foligno, muito bom. Finalmente conseguimos nos hospedar em um quarto apenas para nós dois. Nem paramos no albergue. Deixamos nossas mochilas e voltamos à estação. Antes, procuramos informações para ir a Cáscia no dia seguinte. Soubemos que não tinham conduções de Foligno para Cáscia.  Teríamos que ir para Spoleto e de lá, tomar um ônibus até Cáscia. Como já estava no meio da tarde, pegamos um trem para Assis. Passamos o restante do dia naquela bela cidade. Fomos à Basílica de Santa Clara e depois à Basílica de São Francisco de Assis. No início da noite, retornamos a Foligno.

No dia seguinte, bem cedo pegamos um trem para Spoleto. Em Spoleto, compramos passagens para Cáscia. Num ônibus confortável, subimos a serra que leva à Cáscia. Uma paisagem estonteante. Em Cáscia, conhecemos a Basílica de Santa Rita de Cássia. Visitamos o seu corpo, milagrosamente conservado até os dias de hoje. Até a ferida que tinha na testa (estigma do sofrimento de Jesus) agora transformada como uma jóia na testa (para conhecer a história de Santa Rita, clique aqui). Andamos pela cidade e retornamos a Spoleto no início da tarde. De trem, voltamos à Assis. Queríamos visitar a Igrejinha de São Damião, onde tudo começou. Clique aqui para conhecer a história de São Francisco.

Lá andamos pelos mesmos lugares que Santa Clara e São Francisco andaram. Os quartos, as mesas, os pratos e talheres, o coral, camas tudo permanece intacto desde aquela época. O local onde o “Trovador de Deus” compôs o hino das criaturas. E aquela visão privilegiada da região da úmbria, do alto daquela colina. O verde da úmbria, com suas plantações de trigo, onde o Jovem Francisco começou sua evangelização.

 

Roma (12/06/2006)

De Foligno a Roma em trem regional. Passando pelos seguintes povoados: Foligno, Trevi, Spoleto, Giuncano, Terni, Narni-Armelia, Nera Montoro, Orte, Roma. Na estação de Roma, ainda não tínhamos decidido de pernoitaríamos naquela cidade ou não. Decidimos deixar nossas mochilas na Guarda-malas. Após enfrentar uma hora de fila, conseguimos finalmente deixar as mochilas. Entramos na rede de metrô e fomos para a Basílica de São Pedro. Mara não sairia de Roma sem ver o túmulo de João Paulo II. Na Basílica, mais filas para entrar. Rezamos na Basílica e depois outra fila para visitar o túmulo. O guarda fazia revista em todos, não permitindo nenhum tipo de material metálico. Eu tinha um pequeno canivete na pochete. Entre algumas colunas, deixei o canivete e fomos para a fila. Em frente ao túmulo, muitas pessoas rezando. Permitido apenas 1 minuto por pessoa em frente ao túmulo. Quando saímos, a Mara resolveu entrar na fila novamente para passar em frente ao túmulo. Mais uma vez, mais orações e logo estávamos novamente na imensa praça da Basílica. Quando fui procurar o canivete escondido, algumas jovens estavam sentadas nas colunas. Pedimos licença, enfiei a mão entre as colunas e de lá tirei o canivete. As jovens ficaram nos olhando, sem nada entender. Agradecemos, e fomos embora.

 

Turim (13/06/2006)

Retornamos à estação para decidir o que faríamos a seguir. Entrei na fila para obter informações sobre o passe de trem. Queríamos ir para Turim. As informações que obtive era que deveria pagar no mínimo 30,00 euros por pessoa para viajar para Turim (mesmo com o passe de trem). É a velha dificuldade, pois os funcionários das estações tentam de qualquer forma te empurrar para trens especiais, fazendo pagar diferenças. Mas não me dei por satisfeito e entrei em outra fila de informações. Lá consegui “arrancar” da funcionária, que naquela madrugada (às 00:15) sairia um expresso para Turim. Se viajássemos de segunda classe, não pagaríamos nada. Naquela noite ainda andamos pelas redondezas para procurar lan-house para falar com o Brasil. Na estação de Roma não existem bancos ou cadeiras de forma que não é possível sentar, a não se no chão. Para aguardar a saída do trem, colocávamos nossas mochilas no chão, sentávamos e ficávamos escorados nelas como encosto ou travesseiro.

Na hora marcada o trem chegou para o embarque. Um trem totalmente escuro. Fomos para os vagões de segunda classe e procuramos lugar para viajar. Não entendemos como, mas os vagões já estavam todos ocupados. Os vagões eram compostos de camarotes com seis poltronas. Dispostas uma de frente para outra, as poltronas em grupo de três. O problema é que cada camarote que tentávamos abrir as pessoas não nos deixavam entrar. Às vezes duas pessoas em um camarote, queriam se espalhar sobre as poltronas e dormir durante a viagem. Tratavam com brutalidade quem tentasse entrar no camarote.

O trem já estava se movimentando e nós ainda não havíamos conseguido um lugar. Até que achei um camarote vazio. Gritei para Mara e entramos. Na mesma hora um americano também entrou no camarote (já tinha sido expulso de outros camarotes). Ficamos os três naquele camarote. E o trem aumentando a velocidade. Então percebi porque aquele camarote estava vazio. O vento gelado entrava pela janela do trem em velocidade, congelando o ambiente. Quando tentamos fechar a janela, notamos que estava emperrada. Por isso, o camarote estava abandonado.

Com o aumento da velocidade do trem, além do vento gelado, começou a se formar um vácuo no camarote, trazendo dores no ouvido. O barulho quando o trem passava por túneis era ensurdecedor. Quando olhei para o lado, o americano já tinha abandonado o camarote. Eu e Mara abrimos as mochilas e tiramos o saco de dormir para nos cobrir e proteger do frio. Mas a dor no ouvido aumentava.

Quando alguém abriu a porta do camarote e perguntou se podia ficar ali. Era um senhor italiano. Concordamos que entrasse e pedimos ajuda para a janela. Ele tentou, mas não conseguiu. Chamou-me e juntos, com bastante força, conseguimos fechar a janela. Depois, o senhor, puxou as duas poltronas em frente, que se juntaram formando uma confortável cama. Eu e Mara fizemos o mesmo e o camarote se transformou em dormitório. Usamos os sacos de dormir para nos cobrir e tivemos uma excelente noite de sono. Pela manhã, o senhor agradeceu e desceu na estação de Gênova.

Chegamos a Turim, fomos a Igreja do Santo Sudário. Participamos de uma missa fúnebre (corpo presente). Interessante é que as pessoas nos olhavam muito durante a missa. Ao final da missa, umas senhoras vieram falar conosco que o corpo era de uma alpinista. Informamos que também éramos escaladores. A senhora nos deu uma oração de alpinistas.

 

Resolvemos não dormir em Turim. De forma que fomo a pé para outra estação de trem (Porta Susa) para tentar um trem para Paris. Fomos a pé. Na estação nos informaram que teria um trem às 17:30. Aquele trem chegaria a Paris às 23:30. Como o trem era de alta velocidade (TGV) pagamos 10,00 cada de diferença para reserva de obrigatória de lugar. Enquanto aguardávamos, fui procurar uma Lan-house. Neste meio tempo, uns policiais me interceptaram pedindo documentos. Como havíamos atravessado parte da cidade a pé, eles foram avisados por rádio que haviam mochileiros suspeitos. Mostrei os passaportes. Quando viram que éramos brasileiros, mudaram completamente de postura. Ficaram tão amáveis que até me levaram a uma Lan-House.

 

Paris (14/06/2006)

E o trem chegou. Uma viagem com paisagens deslumbrantes. Passamos pelas seguintes localidades: Torino Porta Susa, Oulx-Cesana-Claviere, Bardonecchia, Modane, Chambery-Challes-E, Lyon-St Exupery(TGV), Paris Lyon. Após Lyon, em trilhos especiais, o trem alcança a incrível velocidade de 300 km/h. Para quem viaja à Europa, não pode deixar de vivenciar esta experiência. Chegamos a Paris às 23:30, Estação “Gare de Lyon”. Como já estava muito tarde (metrô fechado) e o albergue muito longe para ir a pé, tivemos que pagar um (arghhhh!) táxi. O Táxi nos levou até a Praça da República (cenário das recentes confusões e violências dos jovens franceses). Chegamos ao albergue, cansados e sem banho (dois dias), suados. O hospitaleiro disse com um sorriso irônico que não tinha vagas. Pronto! Começa aqui uma busca desesperada por um lugar para dormir. Madrugada, ruas de Paris com seus perigos e violência e nós, dois peregrinos mochileiros, sem lugar para passar a noite.

Vagando pelas ruas, cada hotel que encontrávamos, batíamos na porta. Muitas vezes, sem abrir a porta, simplesmente nos mostravam placas de “full” (completo). Alguns, quando nos viam de longe, já fechavam as portas e colocavam placas. Já eram 2 horas da madrugada, quando pensamos em retornar para a estação e dormir em algum banco. No último hotel que batemos, depois de falar que não tinha vaga, quando demos as costas, nos chamaram e nos cederam um quarto. Pagamos 78,00 euros para ficar da 2:00 às 08:00, sem café da manhã. Pelo menos tomamos banho, lavamos roupas na pia do banheiro e colocamos para secar sobre os abajures.

Nosso roteiro era permanecer em Paris três noites. No dia seguinte, o hoteleiro disse que teríamos que deixar o hotel até as 08:00. Mochilas nas costas pegamos o metrô e fomos procurar a “Rue du Bac” onde se localizava a capela da medalha milagrosa.

Chegando lá, participamos da Missa e visitamos o corpo de Santa Catarina do Labourre (também, em perfeito estado de conservação). Tentamos obter informações sobre albergues ou locais para pernoite. Nada conseguimos, de forma que retornamos para a Estação “Gare de Lyon”. Buscamos informações e soubemos que um trem regional para Nevers partiria às 14:10.

Logo estávamos no trem, em mais uma bonita viagem cortando os campos da França. Atravessamos as seguintes localidades: Paris Lyon, Montargis, Gien, Briare, Cosne, La Charite, Nevers.

 

Nevers (14/06/2006 e 15/06/2006)

Em Nevers, fomos a pé, procurar o convento de Saint Gildard. Neste convento, existe uma capela onde repousa o corpo de Santa Bernardete. Embora tenha passado enterrado muito tempo, o corpo em perfeito estado, parece de uma pessoa dormindo. Impressionante, fantástico. Não tínhamos achado ainda locais para pernoitar naquela cidade. Conversei com a Irmã Tereza (que nos recebeu muito bem) sobre a possibilidade de abrigo no convento. Ela entrou para conversar com alguém e logo retornou com um largo sorriso dizendo que poderíamos dormir em um quarto ao lado da capela (abrigo para peregrinos de compostela). Foi para nós uma benção, poder dormir naquele local. O convento emana paz e tranqüilidade. Dentro dos muros, um grande e florido jardim. No meio, a capela de São José, onde ficou por muito tempo, sepultado o corpo de Santa Bernardete. Naquela capela, a Santa rezava todos os dias, o Terço à Nossa Senhora.

Repassamos pelos passos de Santa Bernardete, rezando o terço, caminhando por aqueles jardins. Deitando na grama, sentando nos bancos, ouvindo o canto dos pássaros. Foram momentos maravilhosos. Clique aqui para conhecer a história de Santa Bernardete.

 

Lourdes (15/06/2006 a 17/06/2006)

No dia seguinte, as Irmãs ligaram para Lourdes (nossa próxima parada) e fizeram uma reserva em um albergue em Lourdes. O Foyer Familial, mantido também por irmãs de caridade. Despedimos-nos, pegamos um trem regional até Vierzon Ville. De Vierzon Ville, outro trem até Toulouse (Mara fez questão de fotografar esta estação por causa do nosso gato, de nome Toulouse). De Toulouse, outro trem até Lourdes. Atravessamos as seguintes localidades: Nevers, Bourges, Vierzon Ville, Limoges-Benedictins, Brive-la-Gaillarde, Souillac, Gourdon, Cahors, Caussade(Tarn-e-Gar), Montauban Ville Bourbon, Toulouse-Matabiau, St-Agne, Muret, Boussens, St-Gaudens, Montrejeau-Gourdan-Polignan, Lannemezan, Tarbes.

 Logo estávamos no albergue das irmãs de caridade. Pernoitamos duas noites em Lourdes. Passamos o dia na Basílica de Lourdes, assistindo Missas, fazendo via sacra na colina ao lado. Visitamos a gruta de Massabiélle onde Nossa Senhora de Lourdes apareceu para Santa Bernardete.

Nas Missas e na gruta, centenas de paralíticos em cadeiras de roda eram conduzido por jovens voluntários. A água que sai da gruta, foi canalizada e distribuída em várias torneiras ao lado da gruta, permitindo que as pessoas recolham qualquer quantidade para levar. Entramos na gruta, tocamos naquelas paredes já lisas em função de tantas mãos que por ali passaram. E quantos milagres ali se realizaram.

Ao lado da Basílica, tem um posto médico que mantém uma junta médica durante todo o período em que a Basílica fica aberta. Finalidade, avaliar os casos de curas ocorridos para evitar movimentações fraudulentas. Isso dá uma idéia da quantidade de milagres que ali ocorrem. Eu e Mara passávamos em frente à gruta, quando um jovem (uns trinta anos), em uma cadeira de rodas, levantou-se e começou a andar cambaleante. Suam mãe, uma senhora com as faces bastante vermelhas, ria, chorava e batia palmas para aquela cena. O rapaz saiu da cadeira, andou alguns passos e sentou-se em um banco próximo. Eu e Mara, não demos tanta atenção a aquele evento e sorrindo, fomos embora. Mais tarde, em conversa, nos conscientizamos que possivelmente, vimos um milagre acontecendo.

 

Madrid (18/06/2006 a 22/06/2006) (Toledo)

Depois de três dias e duas noites, pegamos um trem para Irun (fronteira França e Espanha). Atravessamos as seguintes localidades: Lourdes, Coarraze-Nay, Pau, Orthez, Puyoo, Peyrehorade, Bayonne, Biarritz, Guethary, St-Jean-de-Luz-Ciboure, Hendaye, Irun.Lá pegamos um trem noturno para Madrid. Ainda permanecemos em Madrid, quatro dias. Andamos muito pela capital da Espanha, visitamos muitos locais. Retornamos ao Brasil no dia 22/06.

 

 

Página Família Bernardo

 

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