Caminho da Luz – Coletiva 2006
Terceiro dia (19/07/2006) – Pedra Dourada a Faria
Lemos (
Após a oração
matinal, arrumamos as mochilas e fomos enfrentar o terceiro dia de caminhada.
Dia limpo e claro, prometendo muitas belezas naturais no caminho. Neste dia Eu
e a Mara caminhamos bastante solitários, sem muitos encontros no
caminho. Eu havia colocado alguns esparadrapos no pé para
prevenção de algumas bolhas que estavam querendo aparecer. O
ardor no pé dava-se em função do meu tênis que
não estava se mostrando adequado para caminhadas longas. Minha bota, eu
havia deixado em casa, pois já não estava mais em
condições de uso após Compostela. Com as dores no
pé, estava pensando em adquirir logo uma nova bota assim que retornasse
para Vitória e o tênis que estava usando, deixaria para pequenas
caminhadas.
Passamos pela Cachoeira Surpresa
por volta das 09:00, estávamos ainda sem fome. A cachoeira este ano
estava com pouco volume de água em função de pouca chuva.
Isso permitiu que vislumbrássemos bons pontos para construir uma via de
escalada ao lado da cachoeira.
Às vezes preferimos o
silencio de um paredão de pedra, onde passamos o dia dependurados qual
um cacho de uvas. Eu, Mara, Roberto e Gabriel (nossos filhos) escolhemos uma pedra
e passamos o dia escalando até chegar ao cume. É uma atividade
que demanda muita adrenalina e energia física, mas que nos une como
família. Para escalar um paredão, é preciso planejamento
como equipe e isto fortalece nossos laços, fazendo com que estejamos
sempre um pensando no outro. Os meninos são tecnicamente melhores que
nós nas paredes, parecendo calangos que se prendem a qualquer agarra que
a pedra oferece. A Mara age como elemento limitador, segurando o ímpeto
dos jovens que por isso às vezes se colocam em situação de
perigo. Eu arrasto pedra acima os sanduíches, as latinhas de refri e vou
avaliando os pontos de costura e segurança que vão sendo montados
parede acima. Quando chegamos ao topo (uma parede de
Agora, víamos muitas pedras
boas para escalar, mas apenas passávamos olhando e admirando. Parei para
refrescar e fazer manutenção no meu pé e logo chegamos a
uma ladeira onde de longe vimos uma boiada descendo. Felizmente não
chegamos a encontrar com os animais, pois eles entraram em um pasto à
esquerda e nós subimos tranqüilos. Estávamos no meio da
ladeira quando na curva bem abaixo da coluna vimos o Felipe e a Dênia que
vinham atrás de nós. Demos a mão e fomos subindo devagar.
Chegando ao alto, se descortinou
uma visão panorâmica de colinas com verde vibrante. Do alto dava
para ver longe a estrada que serpenteava descendo até o pé da
colina. Uma visão fantástica. Seguimos por aquela via pitoresca
até chegar ao asfalto onde iniciava a parte final do caminho do dia.
Numa bica à frente advinhem
que vimos tomando banho frio? Acertou! Henoc. Como gosta de água.
Assim, chegamos a Faria Lemos e na
porta da escola lá estava a Fabíola acariciando a sua bolha de
estimação. Ela havia tomado o carro de apoio, mas por causa de um
problema novo: O
Arrumamos nosso cantinho, tomamos
banho e lavamos nossas roupas e depois fomos para a rua apreciar a chegada dos
outros peregrinos. No bar da esquina encontramos o Antônio Falcão
que andava sumido nos dias anteriores Em uma mesa, o Messias, Antonio Falcão,
Simone, Bia e Lula comemoravam a chegada. Logo chegou o casal Gustavo e Luana
que perguntaram pela dona da japona que eles estavam carregando. Assim, a
Simone achou sua japona.
Reencontramos o Dê neste dia.
Ele prometeu que estaria
Após o jantar, vimos a
apresentação da pequena orquestra local,
apresentação de capoeira e uma quadrilha.
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