Caminho percorrido pelo casal José Roberto (JR) e Maria
Rita (Mara) no período de 25/01/2006 a 10/02/2006. O tempo para percorrer determinado
caminho depende de cada pessoa que se compromete a fazê-lo. Muitos são os
fatores que contribuem ou limitam o tempo de uma caminhada. No nosso caso,
preparamos um roteiro de 17 dias considerando que queríamos conhecer as várias
localidades. Desta forma, pudemos caminhar mais devagar, desfrutando melhor das
belas paisagens, registrando cada detalhe do caminho.
Um roteiro mais estendido tem vantagens e desvantagens que
deve ser avaliado na ótica de cada um que pretende fazer o caminho.
No nosso caso, pesou muito as seguintes vantagens:
· Chegar mais cedo aos locais (dando
condições de conhecer melhor os locais, sua gente, sua cultura, etc...)
· Fazer mais paradas para descanso e
alongamentos
· Ter mais tempo para contemplar a
paisagem
· Conversar com as pessoas que
encontramos no caminho
· Conhecer mais localidades
· Ritmo de caminhada menor, menor
stress, o corpo é pouco forçado, etc.
As desvantagens são:
· Maior custo (são mais pernoites e
alimentação)
· Maior tempo (para quem tem tempo
limitado em função de trabalho este é um limitador)
Só para ilustrar, encontramos pessoas que estavam andando
no limite de suas capacidades, porque precisavam terminar o caminho em um dia
determinado para ter ainda uma sobra das férias para ficar com a família. Estes
fatores de limites devem ser levados em conta no planejamento do caminho,
porque o sonho pode acabar em pesadelo ou uma decepção. Durante nosso caminho,
soubemos de pessoas que desistiram no meio do trajeto por falta de preparação
física, desidratação, problemas musculares, etc. Mas, o caminho é possível de
ser trilhado por qualquer pessoa em condições de saúde normal, basta planejar
sua estratégia.
Outra coisa, é importante não ficar irredutível no seu
planejamento, muitas vezes aparecem situações ou oportunidades que nos forçam a
decidir por uma mudança. Se isto acontecer, relaxe e aproveite as novas
alternativas. Pode ser que isto venha a enriquecer muito mais seu passeio do
que o planejamento original. Tentar impor sua vontade nestes casos, irá trazer
aborrecimentos, tensão, stress e isso combinado trará cansaço, esgotamento,
dores musculares e até problemas mais sérios.
Abaixo, colocamos o roteiro que planejamos e ao lado o
roteiro que executamos efetivamente. Aproveitamos para colocar informações
úteis para outros que desejem fazer o caminho, algumas recomendações e
problemas que observamos.
(Clique nos locais sublinhados para ver
mais detalhes a respeito do local) mais informações, clique: www.caminhodafe.com.br/Brasil
|
Roteiro
Previsto |
Sinalização |
|
Roteiro Realizado |
Perfil de altitude |
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Dia |
Data
pernoite |
Trecho Percorrido |
marcado nas
placas |
locais |
Dia |
Data pernoite |
Trecho Percorrido |
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1 |
25/01 |
|
km 400 |
Tambaú - SP |
1 |
25/01 |
|
De
Tambaú a Águas da Prata |
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km 385 |
Pousada
Faz. Campo Alegre (Casa Branca) – SP |
|||||||
|
km 370 |
Casa Branca - SP |
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2 |
26/01 |
|
km 341 |
Vargem Grande do Sul – SP |
2 |
26/01 |
|
|
|
3 |
27/01 |
|
km 328 |
Pousada da Cidinha
(Vargem G. do Sul) – SP |
3 |
27/01 |
|
|
|
km 315 |
São Roque da Fartura – SP |
4 |
28/01 |
|
||||
|
4 |
28/01 |
|
km 300 |
Águas da Prata -
SP |
5 |
29/01 |
|
|
|
5 |
29/01 |
|
km 273 |
Pousada Pico do Gavião
(Andradas) - MG |
6 |
30/01 |
|
De
Andrada a Borda
da Mata |
|
6 |
30/01 |
|
km 264 |
Andradas - MG |
7 |
31/01 |
|
|
|
km 247 |
Pousada do Márcio (Serra dos Limas) - MG |
|||||||
|
7 |
31/01 |
|
km 241 |
Pousada do Tio João (Barra) – MG |
||||
|
km 226 |
Crisólia – MG |
8 |
01/02 |
|
||||
|
8 |
01/02 |
|
km 219 |
Ouro Fino – MG |
||||
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km 212 |
Inconfidentes - MG |
9 |
02/02 |
|
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|
km 204 |
Albergue da Águas
Livres (Inconfidentes) – MG |
|||||||
|
9 |
02/02 |
|
km 191 |
Borda da Mata – MG |
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km 173 |
Tocos do Moji – MG |
10 |
03/02 |
|
De
Tocos do Moji a S.Bento Sapucaí |
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|
10 |
03/02 |
|
km 152 |
Estiva – MG |
11 |
04/02 |
|
|
|
11 |
04/02 |
|
km 149 |
Pousada Vale Verde
(Estiva) – MG |
12 |
05/02 |
|
|
|
km 132 |
Consolação – MG |
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|
12 |
05/02 |
|
km 111 |
Paraisópolis - MG |
13 |
06/02 |
|
|
|
13 |
06/02 |
|
km 90 |
São Bento do Sapucaí – SP |
14 |
07/02 |
|
|
|
14 |
07/02 |
|
km 81 |
Sapucaí Mirim – MG |
De
Sapucaí Mirim a
Aparecida |
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|
km 62 |
15 |
08/02 |
|
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|
15 |
08/02 |
|
km 50 |
Pousadas Champetre e
Serra da Mantiqueira (Pinda) – SP |
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|
km 40 |
Pousada Casa do Amor
Divino (Pinda) – SP |
16 |
09/02 |
|
||||
|
km 37 |
Hosped. do Peregrino e
Hotel Pé da Serra (Pinda) – SP |
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|
16 |
09/02 |
|
km 30 |
Pousada Anjo do Bosque
(Pindamonhangaba centro) – SP |
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|
km 10 |
Roseira – SP |
17 |
10/02 |
|
||||
|
17 |
10/02 |
|
km 0 |
Aparecida – SP |
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(Visite a Igreja do padre Donizetti)
Credencial: Depto.Munic.Turismo a
partir das 6h. Em frente ao Santuário N.Sra.Aparecida
Contato: (19) 3673-2503 ou (19) 9131-3770
(Edilson)
Altitude:
|
km 400 |
Hotel
Tarzan |
(19)
3673-4039 |
Pernoite a R$ 20,00 c/ café e R$ 8,00 por refeição |
|
km 400 |
Eliane
Hotel |
(19)
3673-1547 |
Pernoite
c/ café |
|
km 400 |
Hotel
Bertoncini |
(19)
3673-3339/2175 |
|
24/01/2006
(terça-feira) Ficamos hospedados no Hotel Tarzan. Apartamento com banheiro,
ventilador, TV e direito a café da Manhã. Fizemos nossa refeição no hotel,
pagamos por kg (R$11,90) ou R$9,00 self-service podendo comer à vontade. A
comida é deliciosa e o atendimento é muito bom. Como estávamos em Janeiro,
estava muito quente, mesmo à noite. Encontramos com Patrícia de SP, que
havíamos combinado pela Internet em fazer o caminho juntos. A Patrícia, muito
simpática, disse estar muito ansiosa por iniciar o caminho. Após o jantar,
fomos a uma sorveteria local com excelentes sorvetes e picolés de fabricação
própria e preço bom (vale a pena experimentar).
Eu e
Mara decidimos que faríamos a caminhada sem mudar muito nossas obrigações
espirituais diárias. Assim, levamos a liturgia diária que nos permitiu a
leitura e reflexão do Evangelho todos os dias, pela manhã, antes do café da
manhã. Durante a caminhada, de hora em hora ficávamos em silencio durante 20 ou
25 minutos para rezar o terço, contemplando os mistérios do dia. Antes de
dormir também fazíamos a liturgia das horas (completas).
Assim em
25/01/2006 (quarta-feira) iniciamos nosso caminho. Caminhar dentro das
plantações, no início é muito bonito, mas
A
Patrícia, chegou na pousada com pressão baixa, muito cansada, de forma que
resolveu desistir e ficar na pousada. Sugerimos que descansasse ali e seguisse
de carro para Casa Branca para tentar outro trecho conosco. Ela preferiu parar
e deixar para fazer o caminho em outra época. Nos despedimos, matamos nossa
sede, abastecemos os cantis e prosseguimos em direção a Casa Branca.
As
placas continuavam não fechando com minha aferição e o caminho até Casa Branca
foi muito penoso. Fomos atacados por dois cães bravos logo após um açude em uma
casa num laranjal. Embora batêssemos com os cajados no chão, um dos cães queria
morder o cajado. Foi bastante difícil passar pelos cães, mas, conseguimos
fazê-lo sem uso de violência. Depois deste episódio, sempre que algum cão se
apresentava à nossa frente com atitudes hostis, iniciávamos uma oração e
procurávamos visualizar como os animais ficavam mansos com Jesus e com São
Francisco. Imaginávamos aquele animal em atitude de mansidão e durante todo o
caminho não fomos mais importunados por nenhum animal.
Muito
sol, os pés e as pernas doíam, consumíamos água em excesso reduzindo a reserva.
O calor começou a esquentar a água que já não satisfazia a sede. Pouquíssimas
sombras no caminho nos fez sentir os efeitos de um verdadeiro deserto verde.
Sentíamos na pele as mudanças feitas pelo homem no meio ambiente.
Até que
avistamos ao longe a cidade de Casa Branca. Uma placa informava que faltavam
Dicas do caminho
A trilha neste município é feita
basicamente dentro de fazendas locais, atravessando plantações de cana, milho, laranjas
e café. É difícil encontrar água potável embora se passe perto de algumas
moradias, as mesmas normalmente estão fechadas pois os moradores estão
trabalhando nas plantações. Sugerido aumentar a ração de água neste trecho. Se
o dia estiver muito quente e ensolarado a sugestão é pernoitar na pousada Campo
Alegre. Se resolver prosseguir até Casa Branca, pare nesta pousada para
completar seu estoque de água. Embora a medição oficial informe que são
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
|
km 382 |
Pousada
Fazenda Campo Alegre |
(19)
8149-1727 |
Pernoite a R$ 20,00 c/ café e R$8,00 p/refeição |
|
km 370 |
Pousada
Nossa Senhora do Desterro |
(19)
3671-1143 (19)
3671-3100 |
Pernoite
a R$ 15,00 c/ café. R$ 5,00 p/refeição |
Ficamos hospedados na Pousada
Nossa Senhora do Desterro. Acomodações simples em quartos com três beliches e
banheiro comunitário no corredor. Nos disponibilizaram toalhas e roupas de cama
limpas. Estávamos apenas eu e a Mara hospedados no andar superior de forma que
foi como se estivéssemos em um apartamento. Lá encontramos um peregrino de SP
que já havia feito o caminho a partir de águas do Prata. Estava refazendo o
caminho mas havia chegado
Nós também não estávamos bem.
Eu e a Mara chegamos desidratados, eu bastante fraco e a Mara Urinando sangue.
Resolvemos aguardar para ver como levantaríamos no dia seguinte. Pedimos nas
nossas orações que acordássemos recuperados.
O Jantar preparado para nós
estava delicioso e o preço de acordo
No dia 26/01/2006
(quinta-feira) acordamos cedo, totalmente recuperados, tomamos nosso café,
separamos um pão com queijo para lanchar no caminho, abastecemos nossos cantis
na fonte da Igreja e partimos em direção a Vargem Grande do sul. No mercadinho
compramos algumas frutas e atravessamos a cidade. Fiz aferição das placas de
quilometragem e verifiquei que as mesmas estavam condizentes com nossa aferição
de passos. A propósito, a partir daqui todas placas para frente (até Aparecida)
fecharam com nossa aferição.
Neste dia também muito sol, e
também dificuldade em obter água. Neste dia fizemos um racionamento para evitar
gasto excessivo, para evitar problemas adotamos a seguinte estratégia: De meia
em meia hora, enchíamos a boca de água e passávamos a engolir aos poucos (em
goles) até esvaziar a boca. Deve-se ter cuidado se estiver muito ofegante pois
pode-se engasgar, neste caso, primeiro respire e depois engula um gole e assim
por diante. Esta estratégia, evita que em função da sede nós bebêssemos mais
água que o necessário. Quando a água está quente também temos a sensação de não
estar saciado. Isto controla e evita o excesso.
De duas em duas horas fazíamos
uma pequena parada para alongamento e comer alguma coisa. Na fronteira com
Vargem Grande do sul, peguei um litro de água de um açude e coloquei uma
pastilha de cloro para torná-la potável e guardei como reserva em caso de
emergência. Felizmente não precisamos utilizá-la para beber mas nos serviu
muito para refrescar a cabeça.
Logo após a fronteira dos
municípios tivemos dificuldade em entrar em uma fazenda, pois a porteira estava
fechada com cadeado e o passador estava fechado com arame farpado. Embora
receosos, pulamos a cerca e prosseguimos em frente.
Eu particularmente não gosto
quando as setas apontam para entrar em uma fazenda. Me sinto um intruso e
embora em uma determinada época o dono tenha permitido, pode ser que ele venha
a mudar de idéia. Também as propriedades não ficam sempre com os mesmos donos,
passam para filhos, netos e a recepção pode mudar em relação aos andarilhos que
atravessam suas terras. Além disso, nestas situações aumenta muito o risco do
andarilho encontrar bois bravos, cães que atacam, etc. Por isso, fico muito
mais tranqüilo quando ando pelas estradinhas, porque são de uso público e mesmo
que o tempo passe, sempre estará aberta para os andarilhos. Gastamos neste dia
8 horas de caminhada, chegamos às 15:00
Dicas do caminho
Também se atravessam muitas plantações neste município. Antes de chegar
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
|
km 341 |
Príncipe Hotel |
(19) 3641-1035/1835 |
Pernoite a R$ 31,00 c/ café |
|
km 328 |
Pousada da D. Cidinha (altitude: |
(19) 3643-7307/ 9775-5686 |
Pernoite a R$ 13,00 c/ café R$ 5,00 p/ refeição |
Relato
Ficamos
hospedados no Hotel Príncipe. Acomodações em apartamento com banheiro, TV,
ventilador e com direito a café da manhã. O valor cobrado no entanto, foi maior
do que o valor previsto no site do caminho da fé. Lá aponta o valor para
R$21,50 mas nos cobraram R$32,00 mesmo sabendo que éramos andarilhos. Como
chegamos com muita sede (em função do racionamento de água) tomamos um
delicioso Gatorade cada um para ajudar na reposição de sais que havíamos
perdido com muito suor. O líquido desceu muito bem e logo estávamos alongando
os músculos, tomando um banho relaxante e lavando a roupa para o dia seguinte.
Jantamos
neste dia, em um restaurante (Restaurante Vitória) pagamos R$18,00 por uma
refeição para dois (saiu por R$9,00 cada) com belos contra-filés e muita
comida. Fiz o pagamento com cartão de crédito para preservar um pouco a reserva
de dinheiro. A casa também serve massas e o atendimento é excelente.
A Mara
levou na bagagem um par de tênis e um par de papetes enquanto eu um par de
botas e um par de tênis para definirmos o que usaremos no Caminho de Santiago
de Compostela. O Caminho da Fé, serve para nós como uma espécie de teste para o
caminho de Santiago. A Mara decidiu que usará a papete e eu decidi usar as
botas. Assim, no fim da tarde fomos aos Correios para despachar os tênis que
estava como excesso de peso.
Depois
fomos a um Cyber café para acessarmos a internet e entrar em contato com nossos
filhos (Roberto e Gabriel) e com nossos amigos andarilhos Capixabas. Deixei uma
mensagem com os acontecimentos do dia e voltamos para o hotel. Estava chovendo
quando resolvemos retornar para o hotel descansar para a jornada do dia
seguinte.
27/01/2006
(sexta-feira) - Saímos antes de o sol aparecer, atravessamos a cidade e em um
cruzamento da rodovia pegamos uma estradinha de terra, e lá fomos nós em
direção a São Roque da Fartura. Embora com poeira levantada pelos carros que
passavam, a estrada estava uma delícia para caminhar. A brisa da manhã, a
luminosidade das árvores, o canto dos pássaros e a paisagem que se descortinava
nos motivava bastante. Logo se iniciou uma subida que nos acompanharia durante
todo o dia.
Á medida
que nos embrenhávamos na serra, a estrada ficava mais deserta, os carros
ficavam mais raros, mais carroças, mais animais silvestres, mais canto de
pássaros e a cada curva na subida mais paisagens deslumbrantes.
Embora o
sol na serra seja muito forte, existe sempre uma brisa que ajuda na refrigeração
do corpo. É importantíssimo o uso de filtro solar e chapéu. De hora em hora,
rezávamos o terço contemplando as belezas que Deus dispôs para os homens.
Assim, às 10:00 já estávamos chegando à pousada da Cidinha a
Chegamos
e encontramos a Cidinha e a Janaína cortando um enorme porco. Fomos recebidos
efusivamente pela Cidinha (pessoa muito simples, simpática e agradável) que
logo nos perguntou se desejávamos tomar água e se iríamos almoçar. Logo
apareceram o Seu Chico (esposo da Cidinha) e o Júnior (filho da Cidinha e
casado com Janaína), todos muito simpáticos, nos cumprimentaram e pediram licença
para continuar cuidando da preparação da banha e da lingüiça.
Resolvemos
almoçar e aquele ambiente de fazenda do interior nos cativou tanto, que
decidimos pernoitar ali. Nos mostraram os quartos, e indicaram um quarto de
casal dentro da casa deles, mas como não tinham outros peregrinos, ficamos no
quarto dos peregrinos.
Passamos
a tarde proseando e vendo a preparação da carne. Eles separam os filés e
congelam para refeições. Uma parte da carne é assada na banha do porco. Do
excesso de gordura, moem e derretem em uma grande panela e dali sai a banha. A
carne assada é colocada em latas e depois derrama-se a banha ainda derretida na
lata, por sobre a carne. Quando a banha endurece faz conservar aquela carne por
meses, dando um sabor incomparável à carne ao ser consumida.
Uma
parte da pele fazem pururuca macia e deliciosa. Outra parte, tiram bastante a
gordura (deixam um pouco), à parte moem a carne misturam com temperos que a
Cidinha prepara, juntam com bacon e presunto e espalham sobre aquela pele.
Depois enrolam a pele (tipo um rocambole) amarram e está pronto o cudiguim.
Usam para cozidos, colocar no feijão e muitas vezes colocam no fumeiro para
defumar. A Cidinha até preparou um pedaço de cudiguim e de lingüiça para eu
experimentar no jantar. Só não exagerei porque tinha que caminhar no dia
seguinte.
Reclamavam
que há muito tempo não chovia na região, a plantação estava seca. Falamos em
tom de brincadeira que a chuva estava nos acompanhando onde estávamos. Naquela
mesma tarde choveu torrencialmente na região. Ele chegaram a andar no terreiro
debaixo da chuva para comemorar. Assistimos a novela e o Jornal nacional e
fomos dormir. Dormimos o sono dos justos.
28/01/2006
(Sábado) - Acordamos, tomamos o café, deixamos a mensagem no livro dos
peregrinos, nos despedimos prometendo rezar por eles em Aparecida e lá fomos
nós em direção a São Roque da Fartura.
Muito
gado no caminho, muita subida e descidas (mais subidas que descidas), muitos
pássaros, paisagens belíssimas até que depois de mais
Dicas do caminho
Saindo de V.G.do Sul a sinalização pobre (poucas setas amarelas) o que
pode deixar o peregrino inseguro. Siga o asfalto até o cruzamento da rodovia.
Lá encontrará a placa de continuação. A partir daí começa uma estradinha de
chão e também começa a subida da serra. Neste trecho a paisagem serrana é muito
bonita e a subida culmina na Pousada da Cidinha (uma fazenda com gente muito
acolhedora) a
(Subida
forte para chegar)
Altitude:
|
km 315 |
Pousada
Cachoeira (dona Cida) |
(19)
3649-1230 |
Pernoite
a R$ 15,00 c/ café e R$ 5,00 por refeição |
Relato
Para
chegar à cidade se faz uma descida longa até o fundo do vale (onde está a cidade).
Na cidade, uma senhora simpática veio nos perguntas se éramos peregrinos e por
coincidência era a D. Cida (de carro) que informou o local da pousada. Ela foi
na frente para preparar a casa enquanto nós iniciávamos nova subida até a
pousada do Peregrino. Uma forte subida e chegamos ao local. A pousada é uma
casa cuja chave fica com os peregrinos. Existem vários quartos com vários
beliches e camas, uma sala com TV, banheiros, cozinha, varanda. Escolhemos um
quarto de casal onde desfizemos nossas mochilas. O jantar é na casa da D. Cida
situada um pouco acima da casa dos peregrinos. Não fomos até a cidade porque
tínhamos que descer uma boa ladeira (e pior, depois subir), de forma que
resolvemos lavar nossa roupa, cuidar dos pés, da musculatura e explorar as
fruteiras do quintal (pés de laranja, caqui, goiaba, etc.). Colhi algumas
laranjas, peguei meu canivete e chupamos várias laranjas.
Depois
de um descanso, fomos conversar um pouco com D. Cida, que é uma artista na
cozinha. Nos ofereceu vários tipos de doces deliciosos, que saboreamos com
queijo feito na própria fazenda. O jantar estava uma delícia. Durante o jantar
ficamos sabendo de uma chacina ocorrida naquele dia. Uma família (pai, filha
criança e filho adolescente) foi assassinada o que nos chocou de saber que em
locais tão bucólicos como aquele, a violência também lá estava. E para não
quebrar o clima, a chuva começou a cair. Na propriedade da D.Cida existe uma
bela cachoeira para banho. Não visitamos porque estava chovendo. Mas, fica para
outra ocasião.
Na casa
do peregrino, colocamos nossa mensagem no livro dos peregrinos, fomos ver um
pouco de TV, conversamos na varanda ouvindo os sons noturnos e a chuva que
caia. O cansaço logo nos abateu e fomos para a cama, rezamos por aquela família
que nos acolheu e pela família da tragédia e caímos no sono.
29/01/2006
(domingo) - Acordamos, com chuva caindo, tomamos nosso café, reservamos uns
biscoitos e pães caseiros para o caminho, enchemos os cantis e nos preparamos
para seguir. Colocamos nossa roupa de chuva (anoraque e calça impermeável e a
capa da mochila) e saímos na chuva pisoteando a lama.
E lá
vamos nós em direção a Águas do Prata, próxima parada. Neste trecho muitas
flores e muitos pastos. Embora com a chuva, a paisagem muito bonita. Muitas
árvores centenárias e solitárias na beira da estrada. Fotografamos muitas
delas. Uma delas (um velho carvalho) faz parte das propagandas do caminho da
fé.
Com lama
fica mais difícil subir e descer e neste dia havia muitas subidas e descidas,
com predominância nas descidas. Nas nossas orações horárias, o agradecimento a
Deus pela chuva abençoada tão importante para o sertanejo.
As
condições do caminho logo refletiram nas minhas velhas botas, que logo deixou
de ser impermeável, pelo contrário, meus pés estavam refrigerados a água. Notei
que a bota estava ficando frouxa no pé e descobri que o solado estava soltando.
Comecei a andar com cuidado e a Mara aconselhou a comprar uma cola quando
chegássemos na cidade.
Logo
avistamos Águas do Prata ao longe e da altura que estávamos, desconfiamos que
iríamos descer muito. Na verdade o caminho da fé é assim, no início do dia você
sobe e anda nas serras (isso não quer dizer que não tenha outras descidas e
subidas ao longo do dia) mas quando está chegando em um povoado, é preciso
descer.
Assim
chegamos ao Albergue do Peregrino de Águas do Prata, cansados, molhados mas
felizes e realizados.
Dicas do caminho
Subidas fortes para chegar até São Roque (alguns peregrinos apelidaram de
São Roque das Alturas ou das Torturas por conta das subidas). A sinalização
neste trecho é boa. A comida da Dona Cida é deliciosa.
Altitude:
|
km 300 |
Pousada
do Peregrino (Assoc.
dos Amigos do Caminho da Fé) Av.
Armando Sales de Oliveira, 196 |
(19)
3642-2751 (19)
9777-3356-Almiro |
Contribuição
R$ 10,00 Capacidade para 20 pessoas Falar
com Almiro/Clovis/Iracema/Tina/Bia |
Chegamos
à Pousada do Peregrino e estava fechada (era domingo, dia 29/01/2006), a
atendente só chegaria às 14:00. Por sorte o Sr. Almiro (criador do caminho)
logo apareceu e nos entregou as chaves da Pousada. Informou que assim que a
atendente chegasse receberíamos toalhas e roupas de cama. A casa é bastante
grande com vários quartos, dando para acolher muitos andarilhos ao mesmo tempo.
Escolhemos um quarto ao fundo, para casal com banheiro privativo.
Tratamos
de tomar banho (usamos as toalhas que carregamos conosco) e logo em seguida,
lavar nossas roupas que estavam bem sujas de lama. Avaliei melhor minhas botas
e descobri que apenas do lado havia descosturado um pouco. Decidi prosseguir
assim mesmo.
Colocamos
as roupas para secar, fizemos os alongamentos musculares e logo depois chegou a
Jacqueline e nos informou sobre a pousada, bem como sobre a cidade. Logo
resolvemos sair para explorar a cidade. A Jacqueline estava atendendo a um
grupo de peregrinos ciclistas que passaram apenas para carimbar.
Um
jornalista paulista, Sr. Tarciso nos acompanhou até a praça, informou onde
havia farmácias, padarias etc. Tiramos uma foto com ele e continuamos a
exploração da cidade.
A cidade
é uma estação de inverno, nos parecendo que muitas famílias paulistas mantenham
casa. Existem muitas casas bonitas, com belos jardins e também os jardins e
praças públicas são muito bem cuidados. Haviam muitas laranjeiras carregadas
nas ruas da cidade. No alto de um morro, havia um Cristo Redentor e parecia que
reservava um panorama muito bonito. Pensamos bastante e decidimos que já
havíamos subido muitos montes naquele dia, assim, não fomos ao ponto alto da
cidade.
Neste
dia, não jantamos, fomos a uma praça e comemos sanduíches bem recheados com
carne, ovos etc. Na padaria, compramos algumas guloseimas para comer à noite
vendo um pouco de TV. Às 19:30 assistimos à Missa na Matriz, depois tomamos
sorvete na pracinha, fotografamos e retornamos à pousada para descansar para o
dia seguinte.
30/01/2006
(segunda-feira) - Acordamos cedo, pegamos as mochilas, passamos na padaria
compramos alguns pães para o caminho e seguimos a rota do dia. Destino à Serra
do Gavião. Teríamos
Em uma
dessas plantações, ao atravessar uma cerca, na nossa frente uma pequena onça
saiu do milharal, olhou para nós, mostrou os dentes, atravessou a rua e entrou
na mata. Ficamos admirando aquele belíssimo animal, durante o pouco tempo que
se mostrou, que não deu tempo para fotografar. Como era uma onça pequena
imaginei se tratar de um filhote. Só muito mais tarde comentei com a Mara que
onde estava o filho, também estava a mãe. De qualquer forma tivemos um belo
momento.
Depois
de passar dentro de fazendas de criação de gado, finalmente entramos em uma
estradinha bem deserta e fomos em direção à Serra do Gavião. Quando começamos a
subir a serra, a estrada ia entrando na mata mais fechada e ouvíamos o barulho
das águas correndo no grotão abaixo. Também ouvíamos o barulho e gritos dos
macacos nas árvores mas não conseguimos vê-los. Mas vimos uma cobra, no meio da
estrada tomando sol, tomamos cuidado de não incomodá-la passando ao lado da
estrada deixando-a descansar. Nas orações de cada hora o nosso agradecimento a
Deus pela nossa saúde e disposição que nos permitiam conhecer lugares tão
bonitos.
Lá pelas
15:00 estávamos chegando à pousada Pico do Gavião e conosco mais um visitante:
A chuva. A pousada é excelente, com apartamentos com banheiro, TV e ventilador.
O padrão dos apartamentos é muito bom, sendo a pousada muito utilizada pelo
pessoal que voa de parapente. Os donos ministram cursos deste interessante
esporte. De forma que chegar neste local no sábado sem fazer reserva, corre-se
o perigo de ter que seguir adiante até Andradas. A pousada é muito procurada. O
preço é especial para os peregrinos, conforme está informado no site do caminho
da fé, e o jantar R$8,00 por pessoa.
Dicas do caminho
Bela cidade, estação de inverno com muitas flores e jardins. O trecho
após esta cidade tem muitas subidas para passar a Serra do Gavião. Belas
paisagens também. Sinalização deficiente na entrada da fazenda Pratinha.
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
|
km 273 |
Pousada
Pico do Gavião ( |
(35)
9107-6353 |
Pernoite
a R$ 20,00 c/ café/ Refeição a R$ 8,00 Falar
com César ou Eliana |
|
km 264 |
Palace
Hotel |
(35)
3731-6000 |
Pernoite
a R$ 20,00 c/café/tv/frigo/hidro/pisc/sauna |
|
km 264 |
Hotel
Pastre |
(35)
3731-1375 (35)
3731-4557 |
Pernoite
a R$ 10,00 c/ café |
Tivemos um jantar excelente.
Ficamos conversando com os proprietários enquanto assistíamos o Jornal
Nacional. Depois nos recolhemos ao apartamento para descansar, pois tivemos um
dia cansativo. Fizemos nossas orações noturnas e
31/01/2006 (terça-feira) –
Saímos em direção a Serra dos Lima. A intenção era pernoitar na Pousada do
Márcio. Este caminho de muitos altos e baixos passamos por uma trilha larga no
meio da mata, o solo com bastante lama da chuva da noite anterior até que
saímos em uma estradinha bucólica e tranqüila no meio de uma serra com
paisagens muito belas. Até que vimos a cidade de Andradas lá
Seguimos as setas enquanto
éramos cumprimentados pelos moradores (consideramos a cidade mais simpática com
os andarilhos). Um Senhor nos parou para perguntar se íamos até Aparecida, nos
abençoou e pediu para orarmos por ele quando lá chegássemos.
Passamos no Palace Hotel para
carimbar (aliás, um excelente hotel onde fomos muito bem tratados e recebidos).
Pena que estava muito cedo, senão ficaríamos no hotel. Recomendamos fortemente
o hotel para aqueles que chegarem a Andradas mais tarde. Numa feirinha,
compramos algumas peras e ameixas, colocamos na mochila, atravessamos a cidade,
enveredamos por uma agradável estrada de chão e lá fomos nós digerindo
kilômetros. No caminho uma mulher perguntou como agüentávamos andar tanto com
aquelas mochilas. Pediu que orássemos por ela em Aparecida e se despediu.
Continuamos caminhando e logo a mulher já havia desaparecido de nossas vistas.
Se retornarmos ao caminho da
fé, levaremos um caderno ou folha de intenções para anotar os nomes daqueles
que nos pedem orações. São muitos os casos. No nosso caso, mesmo que não
tenhamos lembrado todos os nomes, sabemos que Deus conhece todos os que estavam
necessitando de orações. De tempos em tempos parávamos para fotografar,
alongar, beber água e nos alimentar.
Dicas do caminho
A pousada Pico do Gavião é excelente e o preço é muito bom para o padrão
da pousada.Após a pousada Pico do Gavião algumas subidas e uma grande descida
para entrar
Altitude:
|
km 247 |
Pousada
do Márcio (Pousada
com 10 lugares) |
(35)
9946-6274 |
Pernoite a R$ 20,00 c/ café e refeição Para
almoço ou jantar reservar antecipadamente |
Relato
Até que avistamos o início da
Serra dos Lima. Estava um sol bastante forte e a subida é penosa. O
interessante da caminhada é que não sabemos o que nos reserva a próxima curva.
Às vezes se descortina uma paisagem deslumbrante, às vezes um povoado, às vezes
matas fechadas. No caso da Serra dos Lima ficávamos ansiosos pela próxima
curva, na esperança de ver uma estrada plana, mas na maioria das vezes
apareciam mais subidas.
No meio da subida, olhando para
trás, visão panorâmica da região (dava para ver Andradas bem longe ao fundo,
bem como a estrada tortuosa que passamos). Ficávamos admirados
Após uns 20 minutos, parou de
chover, mas o tempo continuou fechado. Foi quando chegamos à Pousada do Márcio.
Na verdade o pernoite se faz em uma escola que fica um pouco afastada.
Refletimos um pouco, o tempo
estava chuvoso e ficaríamos em uma escola um pouco isolada do povoado e a sós.
Para comer, provavelmente teríamos que nos deslocar pelo menos um kilometro.
Assim, decidimos apenas carimbar e seguir adiante. Fomos até a casa do Márcio
para carimbar, e seguimos em frente (mais sete km) até a pousada do Tio João.
Dicas do caminho
No início da subida da Serra dos Lima, tem uma placa que indica 2,5km de
subida e a pousada a 3,5km. Em um pequeno povoado (na verdade algumas casas e
fazendas) uma seta amarela indica que em um desvio para a direita encontra-se a
pousada. Na verdade é a casa do Márcio (para carimbos), pois o local de
pernoite é uma escola a uns
Altitude:
|
km 241 |
Pousada
do Tio João |
(35)
9915-7554 (João Batista) |
Pernoite
a R$ 20,00 c/ café e refeição Para almoço ou jantar reservar antecipadamente |
Completamos a água e
continuamos a subir a serra. Foi quando o tempo começou a fechar de vez.
Começou uma chuva torrencial tornando a estrada muito escorregadia, relâmpagos
rasgavam o céu e trovões ensurdecedores. A Mara sempre teve muito medo de
trovões e eu estava ficando preocupado com ela. Não vi nenhum local para
abrigo. Já estávamos no meio dos
Olhei para Mara e me surpreendi
com sua tranqüilidade, como se não existisse a tempestade. Estávamos rezando o
terço, já no último mistério e assim prosseguimos através da tempestade. Então
o vale apareceu à nossa frente e muito longe, bem em baixo o povoado de Barra.
Na verdade, estávamos em uma espécie de espinhaço da serra, dos dois lados
vales profundos e a descida na frente. Observei o céu e notei uma formação
estranha. Um grupo de nuvens estava girando, formando um cone cada vez mais
baixo, dando a impressão da formação de um tornado. Embora preocupados, rezamos
para que chegássemos a Barra sem problemas.
Minhas botas estavam cada vez
mais frouxas, cheias de água e lama. Apertei mais o cadarço e descemos a serra
observando a formação evoluir até que em determinado momento, percebi que a
tempestade estava se afastando devagar.
Tenho a mania de contar, a
partir de um relâmpago, quanto tempo demora para o estouro do trovão. Com isto,
percebi que a cada relâmpago o tempo para o trovão aumentava, o que indicava o
afastamento do núcleo da tempestade. E com isso, aquela formação que temíamos,
começou a encolher. Descemos a encosta e chegamos em Barra, porta de entrada do
Município de Ouro Fino. A partir deste dia, a Mara perdeu completamente o medo
das tempestades.
Aguardamos um visinho ligar para
Ana Maria, que estava responsável pela Pousada Tio João. Enquanto aguardávamos,
fizemos nosso alongamento muscular, tiramos os calçados e as meias que estavam
em petição de miséria.
A pousada ficaria por nossa
conta. Lavamos as roupas e colocamos para secar, pois o sol voltara a aparecer.
Desmontamos as mochilas que também foram para o sol enquanto tomávamos banhos
quentes e relaxantes. No quarto que escolhemos embora simples, possuía banheiro
privativo e duas camas. A sala de TV era comunitária.
A Ana Maria preparou um
delicioso jantar, que ajudou a recuperar nossas forças. Enquanto comíamos,
conversávamos sobre o local. A Ana Maria, casada com um xará meu, José Roberto,
tem dois belos filhos (uma menina e um menino). Contamos nossas aventuras do dia
e depois a Ana recolheu as crianças e deixou a pousada por nossa conta. E a
chuva voltou a cair com violência. Ficamos na varanda recordando os fatos do
dia, observando a chuva, enquanto saboreávamos uma taça de vinho. Depois, fomos
ver um pouco de TV.
Depois, sentindo o peso do
cansaço, fizemos a liturgia das horas e adormecemos profundamente.
01/02/2006 (quarta-feira)
acordamos cedo, saboreamos um delicioso café da manhã, nos despedimos da Ana
Maria (sempre
Enquanto subíamos, a paisagem
panorâmica do vale ia se descortinando, fazendo nos esquecer da subida. Quando
chegamos ao alto, à nossa frente também a visão panorâmica de uma planície
verdejante ao longe enquanto que dos dois lados, dois vales muito bonitos. Na
verdade, a beleza do local, não dá para descrever. Tem que ir até lá.
Daí para frente, caminho por
estradinhas com poucas subidas até chegar em Crisólia.
Dicas do caminho
O acolhimento muito bom, embora as pessoas responsáveis não fiquem na
pousada. Normalmente a pousada fica fechada aguardando os peregrinos. Mas, é só
pedir a um vizinho que a responsável logo virá atender. É um bom local para
descanso e a comida é deliciosa. Não se deve esquecer de registrar a presença
no livro dos peregrinos, deixando uma mensagem para outros peregrinos ou para o
povoado.
Altitude:
|
km 226 |
Bar da
Zéti |
(35) 3446-5269 |
Local
para carimbar a credencial |
|
km 226 |
Pousada
da Adelaide |
(35)
3446-5300 |
Pernoite
a R$ 10,00 c/ café |
Obs.placa
indicativa para os hotéis Fazenda Menino da Porteira e Fazendinha
Relato
Em Crisólia, passamos no Bar da
Zéti, tomamos um gatorade gelado e carimbamos a credencial. O nosso roteiro
original previa um pernoite em Crisólia, mas, ainda era muito cedo de forma que
continuamos o caminho para Ouro Fino. Um vendedor ambulante (daqueles que
vendem colchas, ededrons) nos perguntava de onde vínhamos e para onde íamos.
Mostrou-se muito interessado e surpreso com nossa disposição. Pediu que
orássemos por ele e dada nossa condição nem tentou nos vender uma de suas
colchas.
Também a estrada deste trecho,
bastante legal, com um pouco mais de movimento de veículos, mas ainda tranqüila
para nossos padrões. O sol bastante forte, já beirando o meio-dia, fazia o suor
brotar.
É interessante como a caminhada
além de fazer bem para a mente, também é boa para o corpo. Quando saímos de casa,
optei por usar a mochila do meu filho mais velho em função dela possuir uma
barra metálica no corpo, ajudando a transferir o peso da mochila, dos ombros
para a cintura. Meus filhos são bastante esguios, de forma que tive que abrir
uns
Exageros à parte, mas perde-se
muito peso e cintura em uma caminhada. A Mara, por exemplo, além de estar com a
silhueta mais esguia, já apresentava um belo bronzeado constante na pele. Ela
comentava que quando chegasse a Vitória, teria que cobrir os braços e o rosto
na praia para bronzear apenas as pernas e barriga.
Aquele tom mais escuro na pele
dela, dava um contraste delicioso quando sorria, mostrando os dentes brancos e
o olhar vivo.
E assim, caminhamos pelas
estradas, ora Eu à frente, ora ela nos revezando na puxada do ritmo até que do
alto de uma colina vimos Ouro Fino. Paramos para descansar debaixo de uma bela
sombra, nos alimentamos, alongamos e iniciamos a descida para chegar à cidade.
Dicas do caminho
A sinalização neste trecho é boa.
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
Terra do
Menino da Porteira - * Conheça a gruta de N.Sra.Aparecida no
Supermercado Peg Pag-Atlanta
|
km 219 |
Hotel
Caiçara |
(35)
3441-1093/2151 |
Pernoite quarto R$12,00 / apto R$ 20,00 c/café. |
|
km 219 |
Pousada
Arco Iris |
(35)
3441-2301 |
Pernoite
quarto R$12,00/ apto R$ 15,00 c/café |
|
km 219 |
Hotel
Fazenda Menino da Porteira |
(35)
3441-4146 |
Verificar
disponibilidade e preço no local |
|
km 219 |
Pousada
Fazendinha |
(35)
3441-1415/4284 |
Verificar
disponibilidade e preço no local |
Chegamos à cidade com um sol causticante.
Paramos no portal da cidade para fotografar. O portal é uma grande estátua de
um menino ao lado de uma porteira. O menino da porteira é o título de uma
música sertaneja, que conta a história de um boiadeiro que tocava boiada pelas
estradas de Ouro Fino.
Fomos procurar a Pousada Arco
Íris, chamamos em frente à pousada, alguém veio nos atender e perguntou o que
queríamos. Falamos que éramos peregrinos procurando local para pousar. A
pessoa, sem abrir a porta, nos pediu as credenciais para carimbar, mas
insistimos que desejávamos pousar. Então nos respondeu que veria se teria
vagas. Como não abriu as portas, também não ofereceu água (é o básico no
atendimento do peregrino), decidimos procurar outro local para ficar.
Fomos ao Hotel Caiçara, pedimos
um apartamento, embora o atendimento também não fosse dos melhores, mas
precisávamos de um banho e descanso. Realmente estávamos achando o atendimento
Então fomos ao Supermercado
Peg-Pag Atlanta para visitar a gruta de N.S.Aparecida. Lá fomos muito bem
recebidos pela família Butti (
Fomos descansar no hotel
enquanto aguardávamos a hora de jantar. Não demorou muito, a chuva caiu sobre
Ouro Fino. No início da noite, saímos para procurar um restaurante. Estávamos
com vontade de comer massa, por isso procurávamos uma pizzaria. Logo estávamos
na Dom Paolo, pedimos uma pizza portuguesa que saboreamos com vontade,
acompanhado de uma taça de espumante. Depois, enquanto a Mara retornava ao
hotel fui a um Cyber Café próximo para entrar em contato com os amigos
Na verdade foi a pior noite de
sono que tivemos. Durante toda a madrugada, alguns hóspedes ficaram conversando
alto na recepção do hotel de forma que conseguimos dormir pela madrugada.
02/02/2006 (quinta-feira) - Saímos cedo de Ouro fino com tempo
bom e algumas nuvens. Logo na saída da cidade uma longa e suave subida fazia os
músculos se aquecerem. Logo divisamos à frente a cidade de Inconfidentes.
Dicas do caminho
Na entrada da cidade a placa de sinalização está no chão. Pode ter
acontecido apenas conosco, mas a recepção na pousada Arco Íris e no Hotel
Caiçara não foi boa. Em compensação vale a pena uma conversa com os
proprietários do Supermercado Peg-Pag Atlanta. No mesmo local faça visita a uma
capela de pedra com a imagem de N.S.Aparecida.
Altitude:
|
km 211 |
Bar do
Maurão (Entrada da Cidade) |
(35)
3464-1028 |
Carimbar
a credencial e obter informações |
|
km 211 |
Hotel
Bororó |
(35)
3464-1022 |
Capacidade
para 18 pessoas (Precário) |
|
km 204 |
Albergue
Águas Livres (Sítio) |
(35) 9952-2192 Valdir |
Pernoite a R$20,00 c/café e jantar. Fazer reserva. (a Não serve almoço. Não serve bebida alcoólica |
Relato
Passamos por Inconfidentes no bar do Maurão para carimbar.
Enquanto tomávamos um gatorade conversamos
Passamos pela pousada das águas livres para carimbar e
começamos a subir a primeira serra do dia. Do alto da serra se descortinou uma
paisagem deslumbrante. Uma visão panorâmica que ficará impressa em nossas
mentes para sempre.
Pastagens de verde vibrante entrecortadas de árvores com
sombras generosas. Fotografamos e seguimos adiante, descendo (tudo o que sobe
tem que descer).
A Mara chama as subidas de cachorras e as descidas de
malcriadas. Assim estávamos descendo uma "malcriada".
Entramos numa estrada bucólica com muitas árvores que aos
poucos se transformou numa mata. Muitos pássaros cantando. De repente se abre a
nossa frente outra bela paisagem. Um campo verde com pequenas colinas cheio de
árvores floridas (paineiras). Estávamos atravessando um local chamado
"córrego da onça".
Ao lado da estrada estava uma paineira linda, cheia de
flores cor-de-rosa e o chão um verdadeiro tapete cor-de-rosa. Escolhemos este
local para nosso farto almoço (um pãozinho de 20 gr. com queijo que pegamos do
café da manhã, uma banana e duas generosas doses de água semi-fresca).
Seguimos adiante e encaramos a segunda serra. Subida e
mais subidas. Ao longe avistamos uma curva. Depois da curva uma surpresa! Mais
subidas e mais curvas.
Chegamos ao topo e logo divisamos ao longe a cidade de
Borda da Mata. Chegamos as 13:00 depois de 28km percorridos.
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
|
km 191 |
Minas
Hotel |
(35)
3445-1347 |
Pernoite
R$ 10,00 c/café (simples) |
|
km 191 |
Hotel
Village |
(35)
3445-1907 |
Pernoite
|
Ficamos no hotel Village (aptos agradáveis com banheiro,
TV, ventilador e café da manhã) Tomamos banho, fomos conhecer a cidade, fomos à
Igreja rezar e a noite jantar. Restaurante Don Juan. Come-se muito bem e se
paga pouco (um contrafilé maior que o prato) e o dono reconheceu que éramos
andarilhos, nos deu um bom desconto. Saímos do restaurante fomos a um Cyber
Café colocar o papo em dia com os andarilhos capixabas.
Depois, retornamos ao hotel. Quando entramos no hotel a
chuva caiu torrencialmente. Ficamos vendo um pouco de TV, depois fizemos nossas
orações e caímos no sono.
03/02/2006 (sexta-feira) – Acordamos cedo, não dava para
perceber se o tempo estava limpo ou fechado, pois uma espessa neblina pairava
sobre a cidade. Tomamos café e em função da neblina decidimos colocar roupas
para chuva. Na pracinha, só dava para divisar o vulto da Igreja na neblina.
Atravessamos a cidade, entramos em uma estrada de chão e fomos cortando a
neblina.
Logo passou por nós um carro com agricultores que nos
cumprimentaram e brincaram conosco dizendo que queriam tirar uma foto quando
chegássemos ao alto da Serra. A manhã continuou encoberta com neblina,
atravessamos outro vilarejo, depois passamos por um acampamento que nos pareceu
de sem-terras e fomos em frente.
E apareceu a subida da serra, Palmas, nos informaram
quando perguntamos no local. Na mata ao lado um forte barulho de cascos com
barulho de um animal entrando na mata. Tentamos divisar, mas não conseguimos
ver que animal era. Imaginamos ser um pequeno veado. Junto com a subida o sol
apareceu por cima da neblina. E começamos a suar
Quando estávamos quase no topo da Serra, ouvimos gritos.
Procuramos e vislumbramos bem longe de nós aqueles agricultores que haviam
brincado conosco na saída da cidade.
- Demoraram a chegar – Disseram eles
Acenamos para eles e continuamos nossa subida. Pareceu-me
ter ouvido um deles falar. “Reze por nós”. Por via das dúvidas, incluí aqueles
alegres trabalhadores na nossa lista enquanto eles continuavam a roçar o campo.
Chegamos ao topo da Serra e já iniciava uma forte subida. Na nossa frente um
belo vale e outra serra à frente. Paramos numa sombra para descansar e alongar
enquanto tentávamos adivinhar quais dos caminhos que víamos na próxima serra
seria o nosso.
A Mara comentava: “O que vier nós vamos traçar. Se Deus
assim o permitir!”. Concordei e parei de tentar controlar o caminho aceitando o
que viesse.
Descemos ao fundo do vale e logo estávamos de novo
subindo. Devagar e sempre, após algumas horas já estávamos no topo da outra
serra. Paramos para descansar e olhamos para trás identificando o caminho que
havíamos passado. Sentimos-nos felizes por já estar daquele lado da serra.
Na estrada passamos por umas vacas com crias pequenas que
nos olhavam com desconfiança. Passamos por elas, mas assim que olhei para trás
uma das vacas vinha acesa em nossa direção. Bati o cajado no chão, levantei a
voz e ela desistiu. Logo após outra subida, depois mais outra e outra, quando
aparece uma descida vertiginosa. Lá de cima já víamos a cidade de Tocos do Mogi
bem no fundo do vale.
Enquanto descíamos um senhor no cavalo perguntou se
iríamos parar em Tocos do Mogi. Falamos que sim e ele informou: “Ainda faltam
oito km”. Mas logo sorriu marotamente e corrigiu: “Estou brincando, é logo aí
em baixo”. Eu já sabia que era brincadeira, pois estava controlando bem os kms
percorridos. Conversamos um pouco
Assim, logo chegamos à pousada do peregrino de Tocos do
Moji.
Dicas do caminho
Sinalização boa em todo trecho. No meio da subida da primeira serra
existe um local com água potável. Também no caminho, alguns povoados com bares
para matar a sede. De qualquer forma é preciso que se tenha um bom estoque de
água, pois o consumo é grande neste caminho. Recomendamos comer no restaurante
Dom Juan.
Altitude:
|
km 173 |
Pousada
do Peregrino (dona |
(35)
3445-6158 |
Pernoite
a R$ 8,00 s/café. Capacidade 20
pessoas |
|
km 173 |
Pousada
São Geraldo |
(35)
3445-6173 |
Pernoite
a R$ 10,00 s/café. |
Também esta pousada fica por conta dos peregrinos. Tem um
terraço excelente para lavar e secar roupas dos andarilhos. Ficamos em um quarto
com um banheiro. A pousada não oferece café da manhã nem refeição. O pernoite
foi cobrado de R$10,00 embora no site informe R$8,00.
Tomamos banho, lavamos e secamos nossas roupas e fomos
explorar a cidadezinha. Entramos em um barzinho tomamos sucos, experimentei uma
paçoca caseira, depois chupamos alguns picolés na padaria e subimos uma pequena
colina para ir até a Igreja Matriz (N.S.Aparecida). Na Igreja, rezamos um terço
e depois nos informaram que haveria miss à noite. Voltamos para a pousada para
descansar e aguardar a hora do jantar e da Missa.
À tarde, fomos ao restaurante e nos servimos de uma
deliciosa comida caseira. Pedi alguns ovos fritos e neste dia comemos bastante.
Pela qualidade com que comemos achei bastante barata a comida (R$6,00 por
refeição). Com a fome saciada fomos sentar um pouco na pracinha e aguardar a
hora da Missa.
Nestes locais, parece que toda a cidade fica em volta da
praça aguardando a Missa. E todos nos observando com muita curiosidade.
Foi uma missa festiva, participamos com muita alegria,
partilhamos a Ceia Eucarística e depois da varanda da pousada vimos o movimento
da população local. Havia alguma festa, já que estouraram fogos de artifícios.
Na casa da D.
04/02/2006 (Sábado) – Saímos
cedo, passamos na padaria, tomamos um café da manhã, compramos pão com queijo
para comer no caminho. A moça perguntou se queríamos esquentar o pão. Falamos
que não era preciso, pois na hora que fossemos comer, o queijo já estaria
derretido e o pão quente (do sol).
A manhã estava ensolarada e
luminosa.
Sabíamos que enfrentaríamos
várias serras naquele dia. Logo encontramos a primeira serra. Muita subida e curvas e logo
estávamos no topo (depois de 1,5 hora de caminhada). Lá de cima uma visão de um
vale deslumbrante de pastagens verde vibrante. O que sentíamos diante da visão
não dá para explicar. Só vivendo o momento. De lá já víamos o caminho a
seguir no outro lado do vale. E novamente nos surpreendemos conjeturando sobre
quais os caminhos pegaríamos do outro lado. E começamos a descer o vale,
descemos muito, durante mais uma hora até o fundo do vale. Lá paramos em um
barzinho, tomamos um suco para economizar a água, a Mara foi ao banheiro,
experimentei algumas paçocas recobertas com chocolate (uma delícia) e fomos em
frente, ou melhor, para cima.
Subimos a segunda serra do dia. Do topo já divisávamos a
cidade de Estiva ao longe. A visão agora era de uma extensa planície recoberta
de pastagens e plantações de morango (Estiva é a capital nacional do morango).
E mais algumas horas de descida, quando divisamos a estrada que dava acesso à
cidade.
Antes de chegar à cidade ainda tinha uma colina a ser
vencida. Na subida da colina um carro passou e alguém gritou: “Ânimo
peregrinos! Falta pouco!”.
Quando descemos a colina já estávamos na cidade de Estiva.
Procuramos a Pousada do Poka, em cima de uma padaria, do lado da Praça da
Igreja Matriz (N.S.Aparecida). Na própria padaria (Santa Edwirges) pegamos a
chave do quarto.
Dicas do caminho
Sinalização boa em todo trecho. Também no caminho, alguns povoados com bares
para matar a sede. De qualquer forma é preciso que se tenha um bom estoque de
água, pois o consumo é grande neste caminho. A pousada não serve café da Manhã
nem refeição. Na cidade há restaurante. O café da manhã pode ser tomado em uma
das duas padarias da cidade.
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
|
km 152 |
Pousada
do Poça (Sobre a Padaria da d.Zeze) |
(35)
3462-1329 |
Pernoite
quarto R$10,00 /apto. R$ 20,00 s/café |
|
km 152 |
Pousada
Mendes (dona Duda) |
(35)
3462-1537 |
Pernoite
a R$10,00 s/café |
|
km 149 |
Pousada
Vale Verde |
(35)
3799-0023 |
Pernoite
a R$ 23,00 c/ café |
À noite na Igreja Matriz, haveria Missa com Crisma de
jovens e adolescentes. No final da tarde encontramos na entrada da cidade com
dois peregrinos que chegavam. Cumprimentamo-los e logo nos perguntaram se
éramos “o casal” que eles tinham ouvido falar pelo caminho. Confirmamos e logo
nos informaram que leram nossas mensagens e tiveram informações nossas nos
locais de parada. Que bom parece que havíamos deixado um rastro de boas
impressões. Eles nos pareciam bem cansados, pois estavam vindo de Borda da Mata
e informaram que estavam esticando os trechos, pois tinham pouco tempo de
férias, mas gostariam muito de estar fazendo o caminho como nós, com
contemplação e tranqüilidade.
Não mais os vimos neste dia, fomos a um Cyber Café para
atualizar a conversa com Vitória, contar os casos do dia, compramos algumas
frutas para o dia seguinte e fomos participar da Santa Missa. Neste dia a Mara
foi convidada a participar da coleta do ofertório. Após a Missa a pracinha
ficou bem movimentada, mas nós fomos descansar.
05/02/2006 (Domingo) – Saímos
cedo, passamos na padaria, tomamos um café da manhã, compramos pão com queijo
para comer no caminho. Passamos no Pousada Vale Verde (
Sabíamos que enfrentaríamos
várias serras naquele dia. Logo encontramos a primeira serra a temida serra do Caçador. Subimos
devagar e fotografando e numa das paradas para alongamento, os dois peregrinos
que vimos em Estiva nos alcançaram. Conversamos um pouco, continuando a subida,
tiramos algumas fotos juntos, trocamos e-mails e eles seguiram em frente no
ritmo deles.
Na verdade, por duas vezes nos encontraríamos nesta serra,
pois eles paravam para beber água e nós passávamos, até que no topo da serra,
eles nos alcançaram pela última vez, perguntaram que tipo de meias, roupas
usávamos, troca algumas idéias sobre caminhadas quando eu e a Mara resolvemos
parar para almoçar. Eles seguiram adiante e não nos vimos mais (quando chegamos
A Serra do Caçador já possui a paisagem característica da
mata araucária. Já começam a aparecer alguns pinheiros.
Assim, do alto da Serra, logo avistamos Consolação. Uma
descida forte e longa, depois um trecho de estrada com brita e chegamos ao
pequeno povoado de Consolação.
Dicas do caminho
Sinalização boa em todo trecho. A pousada não serve café da Manhã nem
refeição. Na cidade há restaurante. O café da manhã pode ser tomado em uma das
padarias da cidade. Na Serra do Caçador existe um local onde se pode encher o
cantil de água potável.
Altitude:
|
km 132 |
Pousada
Capivari (Sueli) |
(35)
3656-1217 |
Pernoite
a R$25,00 c/café e jantar |
|
km 132 |
Pousada
d.Elza |
(35)
3656-1269 |
Pernoite
a R$25,00 c/café e jantar |
Embora estivéssemos em condições de continuar até
Paraisópolis decidimos ficar e conhecer a cidade, assim resolvemos ficar na
Pousada Capivari e enquanto fazíamos alongamento na varanda da pousada, alguém
foi chamar a D. Zélia. Assim que a D. Zélia chegou, abriu a casa disponibilizou
roupas de cama, toalhas, de forma que logo estávamos limpos e relaxados.
Conversamos bastante com a D.Zélia que estava triste, pois
sua filha trabalha na cidade vizinha e fica fora a semana toda. Chega no sábado
à noite e no Domingo às 15:00 retorna para o trabalho. Liberamo-la para curtir
o pouco tempo com a filha, mas logo as duas estavam no pousada, a filha com a
bagagem para tomar o ônibus que a levaria para a cidade vizinha. Com os olhos
marejados de lágrimas a D.Zélia beijou e abençoou a filha ela foi ela.
À noite na Igreja Matriz (N.S. da Consolação),
participamos da Missa, onde o Padre nos chamou à frente para apresentar à
comunidade. Elogiou nosso caminho, cantaram bênçãos para nós e depois abençoou
a assembléia liberando todos para casa. Na verdade após a missa, a praça da
cidade fica cheia de pessoas conversando e jovens e adolescentes rodando a
praça. Fomos descansar, quando chegou na pousada os proprietários que ficaram
conversando conosco até tarde.
Foram eles que nos contaram o caso das peregrinas que
fugiram dos bois. A história foi assim:
“Duas andarilhas
(uma de 48 e outra de 63 anos) ao passarem perto de uma boiada (gado Nelore que
é muito curioso) os bois começara a segui-las. Elas com medo começaram a correr
e a boiada correu atrás delas. Para encurtar a história, um fazendeiro que
estava passando com seu trator ouviu os gritos e quando chegou viu a boiada
toda em volta do cocho e no teto do cocho as duas andarilhas desesperadas.
Ninguém sabe explicar como elas conseguiram subir no telhado do cocho. Os bois
estavam todos embaixo olhando para elas. Para descer tiveram que colocar o
trator embaixo e as duas desceram pisando no teto do trator.”
Depois nos despedimos e fomos dormir.
06/02/2006 (segunda-feira) –
Saímos cedo, tomamos o café da manhã e seguimos para Paraisópolis. Haviam nos falado
que este dia seria um passeio apenas com baixadas. Realmente enquanto estávamos
andando pela estrada, estava excelente. A Manhã despejava sua luz sobre o
tapete de lírios que cresciam ao lado da estrada. Até que uma placa indicava
que deveríamos entrar na propriedade de uma fazenda (já falei anteriormente que
não gosto de entrar nas fazendas), mas fazer o que? A placa mandava, nós
obedecemos. Começamos a pegar muitas subidas e pior, dentro de caminhos abertos
no meio de pastagens, com uma paisagem monótona e um calor infernal. Comentei
com Mara que preferia ter continuado na estrada que estava tão agradável.
Finalmente depois de transitar
dentro das fazendas subindo e descendo as colinas, saímos na estradinha e
avistamos ao longe a cidade de Paraisópolis. Antes de entrar na cidade ainda
subimos mais uma colina e fomos em direção à praça para o Hotel Central.
Dicas do caminho
O caminho pela estrada é muito agradável. O trecho dentro das fazendas é
monótono, cansativo e chega a até irritar. Na verdade se continuar pela
estradinha, também se chega a Paraisópolis e parece que a distancia é menor,
além de não ter que enfrentar as muitas subidas e descidas.
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
|
km 111 |
Pousadinha
Mineira |
(35)
3651-1919 |
Pernoite
a R$ 25,00 c/café |
|
km 111 |
Hotel
Central |
(35)
3651-1404 |
Pernoite
a R$15,00 c/café/ Aptos a R$ 20,00 c/café |
|
km 111 |
Pousada
da Praça |
(35)
3651-2458 |
Pernoite
a R$ 30,00 c/ café |
Ficamos em um apartamento simples, mas confortável, o
hotel bem localizado (em frente a Praça da Igreja São José). Depois fomos
telefonar e navegar pela internet. Fomos a um supermercado para comprar Cola
para colar minhas botas (estava começando a dançar nos meus pés e do jeito que
estava não agüentariam outra chuva), aproveitamos e compramos alguns chocolates
e sucos para complementar alimentação. Depois fomos ao restaurante do peregrino
e comemos muito bem. Se paga R$6,00 por refeição, é uma espécie de
self-service, mas a opção de carne é à
07/02/2006 (terça-feira) –
Saímos cedo, tomamos o café da manhã e seguimos para São Bento de Sapucaí.
Fomos seguindo o asfalto até São Bento do Sapucaí. No caminho encontramos
alguns caminhões parados e os motoristas e esposas tomando o café da manhã em
volta dos caminhões. Ficaram curiosos conosco e perguntaram de onde estávamos
vindo e para onde íamos. Ficaram admirados com nossa história, nos despedimos e
também pediram nossas orações. Bem mais tarde, quando já estávamos nos
aproximando da cidade, passou um caminhão buzinando muito, e a mulher com a
metade do corpo para fora da janela gritando “Vão com Deus”. Acenamos muito e
logo o caminhão desapareceu na estrada. Entramos
Dicas do caminho
De
Paraisópolis até São Bento, o caminho da fé pode ser feito seguindo o asfalto,
neste caso o caminho é plano e um pouco menor, embora mais estressante e sem
sinalização do caminho. Após
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
(* Carimbos também no Portal da Cidade, Casa Paroquial e Casa do
Artesão)
|
km 90 |
Pousada
da tia Cida (Rua Mj. Monteiro de Carvalho, 65) |
(12)
3971-2065 |
Pernoite
a R$15,00 c/café |
|
km 90 |
Pousada
da vovó Nana (Rua Pintora Adelaide de Melo, 413) |
(12)
3971-1688 |
Pernoite a R$25,00 c/café |
|
km 90 |
Hospedaria
Casarão (Praça General Marcondes Salgado, 11) |
(12)
3971-2582 |
Pernoite
a R$25,00 c/café |
|
km 90 |
Pousada
da vovó Hilda (Rua Cel. Ferreira Jr, 137) |
(12)
3971-1758 |
Pernoite
a R$25,00 c/café |
Relato
Entramos na cidade, fomos a uma
pousada para carimbar o certificado e como era cedo, decidimos esticar mais
Antes de subir a serra uma mulher de carro parou para matar a
curiosidade. Depois falou que tem vontade de colocar uma placa oferecendo água
e descanso para os peregrinos. Assim, nos
despedimos de D.Maria da Glória, também nos comprometendo a orar por ela.
Na verdade, a cidade não nos
agradou muito, achamos muito urbana para nosso gosto, já acostumados com locais
bucólicos e tranqüilos. Também não achamos os moradores acolhedores. A
sinalização do caminho também não é muito boa. É bom comentar que algumas
pousadas não dão um bom tratamento ao peregrino, quando param apenas para
carimbar. Algumas vezes tivemos que pedir permissão para entrar e tirar a
mochila. Outra coisa, Todo peregrino tem a água como um bem muito precioso e se
quiser tratar bem um peregrino, ofereça água fresca (coisa que algumas pousadas
não fazem).
Dicas do caminho
Precisa ser melhorada a sinalização. Por
exemplo, da Pousada da Vovó Hilda onde fomos carimbar foi uma dificuldade para
achar as setas amarela, ou seja, da pousada não existe sinalização que leve de
volta ao caminho. A dica que damos é ir até a Igreja São Bento, que as setas
amarelas passam na rua ao lado. Aliás, no caminho da fé, se estiver perdido na
cidade, procure a Igreja que certamente o caminho passa por lá.
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
|
km 81 |
Pousada
Avenida |
(35)
3655-1118 |
Pernoite
a R$12,00 c/café |
|
km 81 |
Pousada
Xangrilá |
(35)
3655-1235 |
Quarto R$ 12,00 Apto.R$ 15,00 c/café |
Relato
Na subida da serra, mais ou
menos no meio, o cansaço e a sede nos fez procurar um local para descanso. Havia
poucas sombras no local e decidimos parar debaixo de uma pequena árvore.
Havíamos comentado no caminho que as goiabas que vimos no caminho estavam
estragadas. Quando me abaixei para pegar o cantil algo colorido me chamou a
atenção. Um pé de goiaba da altura de um palmo da mão, com poucas folhas
escondia três goiabas grandes. Duas ainda verdes e uma madura. Mostrei a Mara,
colhemos a goiaba madura que estava deliciosa e limpa. Deixamos as outras para
que outros peregrinos saboreassem no devido tempo. Ficamos comentando como foi
interessante, vermos grande goiabeiras carregadas, mas com frutos muito
bichados e, no entanto um pequeno pé, bem a vista ao lado da estrada,
escondesse frutos tão deliciosos. Parecia que estava ali para que nós
descobríssemos.
Finalmente do alto da colina
avistamos Sapucaí Mirim. Fomos procurar a Pousada Xangrilá. Lá fomos recebidos
pelo Sr. Antônio, um ser humano fabuloso que nos apresentou o apartamento com
banheiro, TV, ventilador e café da manhã (tudo isto por R$15,00). Acabamos de
alongar e entramos no apartamento para tomar banho quando a chuva caiu.
Estávamos para sair para
explorar a cidade quando chegaram mais três peregrinos: Dois ciclistas de SP
(Marcos e Francisco de Moji Mirim) e um a pé de Brotas-SP. O peregrino de Brotas,
Luiz Cláudio ou “Django” já chegou perguntando pelo casal. Falou que desde
Águas da Prata estava perseguindo o casal, mas chegava aos povoados e o casal
já havia saído. Ficamos lisonjeados e felizes pela imagem que estávamos
deixando no caminho. O Django então, perguntou-nos se podia seguir dali para
frente conosco. Respondemos que sim e já marcamos o horário de saída no dia
seguinte.
08/02/2006 (quarta-feira) –
Acordamos cedo, tomamos o café da manhã, nos despedimos do Sr. Antônio e D.
Cida (esposa), despedimos dos ciclistas que iam para Parati e pegamos mais uma
vez a estrada. Poucos trechos de estrada de chão e muito asfalto. No caminho,
acostumamos com a companhia das setas amarelas. Tanto que quando demora um
pouco mais a aparecer, ficamos inseguros se não tomamos o caminho errado. Neste
dia, estávamos andando há uns 20 minutos sem aparecer setas, estávamos ficando
preocupados quando um velho Sr. Parou o carro e falou que devíamos ter entrado
numa trilha lá atrás. Ficamos na dúvida, pois não lembrava de ter visto nada
que indicasse a mudança no caminho. Resolvemos então andar mais 10 minutos e se
não encontrássemos sinalização voltaríamos. Na curva logo a frente uma seta
confirmava que estávamos no caminho certo. O velho senhor deve ter se enganado.
Depois uma longa ladeira (no
asfalto), seguia tortuosa subindo a serra com destino a Santo Antônio do
Pinhal.
Dicas do caminho
Até as proximidades de Sto. Antonio do
Pinhal a sinalização é boa..
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
(Carimbo também na Paróquia e Prefeitura Municipal)
|
km 62 |
Pousada
Nippon |
(12)
3666-1353 |
Apto.
R$ 20,00 s/café R$ 22,00 c/café |
|
km 62 |
Pousada
da Fonte |
(12)
3666-1812 |
Apto.
R$ 25,00 c/ café |
|
km 62 |
Pousada Santo Pinhal |
(11) 9173-6349 |
Apto a R$ 20,00 s/ café |
Chegamos a Santo Antônio do
Pinhal por volta de 12:00. Como ainda era cedo decidimos seguir caminho até
Pindamonhangaba. Paramos na Pousada Nippon para carimbar (só carimbo mesmo,
nada de água e esperamos bastante para ser atendidos). Seguimos adiante ao lado
da rodovia. Dentro de Sto. Antonio do Pinhal e na saída, a sinalização é muito
rara. Isto deixa muito inseguro os andarilhos, de forma que tínhamos que parar
para perguntar se o caminho continuava por ali. Neste trecho deve-se ter
cuidado, pois existem locais onde falta acostamento e os carros passam em alta
velocidade.
Mais à frente encontramos uma
nascente com água potável (água mineral) onde pudemos nos fartar e completar os
cantis. Voltamos ao asfalto sempre subindo tortuosamente a serra, nos levanto à
borda da Serra da Mantiqueira. No caminho o Django nos contava que uma vez saiu
de Brotas até Bom Jesus do Pirapora arrastando nas costas uma cruz de
Até que chegamos à Borda da
Serra. Numa pequena estação de trem, se visualizava a planície onde estava
Pindamonhangaba. A visão do fim da serra, com a linha de trem descendo e o
panorama da paisagem é indescritível. A estação muito florida tendo em volta
dos trilhos muitas hortênsias azuis. Seguimos pelos trilhos descendo a serra,
até um ponto onde entramos em uma trilha na mata. Daí para frente só descida
forte com muitas valas abertas pela chuva e pedras soltas.
Quando estávamos chegando ao pé
da serra, choveu copiosamente. Logo à frente chegamos à pousada Serra da
Mantiqueira onde pernoitamos.
Dicas do caminho
Até as proximidades de Sto. Antonio do
Pinhal a sinalização é boa. Dentro de Sto. Antonio do Pinhal e na saída, a
sinalização é muito rara. Isto deixa muito inseguro os andarilhos, de forma que
tínhamos que parar para perguntar se o caminho continuava por ali. Também não
gostamos do atendimento da pousada Nippon.
Possui
serviço de acesso à internet pago (Cyber café)
Altitude:
|
km 50 |
Pousada
Champêtre |
(12)
3648-6291 |
Pernoite a R$40,00 c/café |
|
km 50 |
Pousada
Serra da Mantiqueira |
(12)
3648-8432 |
Pernoite
a R$ 30,00 c/café |
|
km 40 |
Pousada
Casa do Amor Divino (Antes do Centro) |
(12)
3645-5272 |
Pernoite a R$20,00 c/café |
|
km 37 |
Hospedaria
do Peregrino |
(12)
3642-3195 |
Pernoite
a R$ 20,00 c/café |
|
km 37 |
Hotel
Fazenda Pé da Serra |
(12)
3642-2014 |
Pernoite
a R$35,00 c/café |
|
km 30 |
Pousada
Anjo do Bosque (Pinda) ( Centro ) |
(12)
3643-1743 |
Pernoite
a R$20,00 c/café |
O preço da pousada Serra da Mantiqueira também foi cobrado
diferente do valor informado na Internet que informa R$25,00. Pagamos R$30,00
mais R$8,00 por refeição. Apartamento com banheiro, com direito a café da manhã
e sem TV. O Django acabou pagando R$15,00 pela refeição, ou por erro dos
proprietários (os simpáticos Edson e Yolanda) ou porque tenha comido muito.
Realmente fiquei olhando a voracidade do nosso amigo. Quatro repetições de
prato cheio acho que ficou bem pago. Choveu a noite toda, vimos vários álbuns
da pousada que também trabalhava com vôos de balões. O jantar estava realmente
delicioso e não sobrou nada para contar a história (Django não deixou).
09/02/2006 (quinta-feira) – Decidimos que andaríamos
Seguimos adiante até a pousada Anjo do Bosque. Perto da
pousada uma senhora correu até nós chorando desesperada pedindo que levássemos
o nome dela para entregar em oração quando chegássemos a Aparecida. Anotamos o
nome (Lídia) que queria um emprego para o esposo e nos comprometemos a lembrar
Interessante que o nome Cida é destaque no caminho. No
caminho da fé nós conhecemos muitas Cidas, que na maioria devem ser diminutivos
de Aparecida, a tônica do caminho da fé, já que a maioria das igrejas são
N.S.Aparecida.
Neste dia almoçamos em um restaurante no kg e depois fomos
explorar o centro de Pinda. Uma navegada na internet, um passeio e descanso na
praça, alguns sorvetes e picolés e assim passou o dia. À noite na pousada uma
conversa com os proprietários, depois nós peregrinos jogamos um pouco de
conversa fora e finalmente fomos dormir.
10/02/2006 (sexta-feira) – Decidimos que andaríamos neste
dia Aparecida, fazendo os
Em alguns pontos éramos obrigados a andar na estrada, pois
não tinha acostamento exigindo o máximo de cuidado nosso, pois os carros
passavam em alta velocidade. O tempo escuro reduzia a visibilidade. Neste dia
pegamos retas intermináveis, mas, andávamos bem tranqüilos sentindo que
estávamos em um ritmo bem baixo. Quando chegamos é que percebemos que fizemos
uma média de
Altitude:
|
km 10 |
Pousada
Santana |
(12)
3646-1282 |
Pernoite
a R$ 15,00 s/ café |
Quando passamos por Roseira, a chuva parou e o tempo
começou a clarear. Decidimos não entrar em Roseiras para Carimbar, pois
teríamos que sair do caminho para depois retornar, além disso, o Django estava
com dores no tornozelo e resolvemos aliviar não acrescentando mais distâncias.
Para que pernoita em Roseiras, parece que existe outra saída pela Via Dutra.
Preferimos seguir na rodovia que estávamos, pois tinha menor tráfego e menos
perigo.
Antes de entrar em Aparecida passamos por um bairro que
haviam nos informado ter muita violência. Realmente num trecho de
Mais 200m e observamos outro fato estranho. Bem na nossa
frente, havia algumas pessoas no ponto do ônibus, quando um carro da polícia
Municipal parou de repente, saltaram uns cinco policiais, foram para cima de
algumas pessoas e tomaram algumas fitas e pacotes e voltaram para o carro.
Inicialmente pensei que eram drogas, mas, se assim fosse, teriam prendido as
pessoas. Quando passei em frente ao veículo vi que os policiais contavam
dinheiro. Não entendi a cena, até porque estava rezando o terço naquele
momento, mas o fato muito me estranhou. Naquele exato momento apareceu a
entrada para o estacionamento da basílica, entramos em direção ao Santuário.
Altitude:
(Visite o local onde a imagem foi encontrada no Rio
Paraíba)
|
km 3 |
Pousada
Jovimar |
(12) 3105-3627/1060 |
Pernoite a R$ 30,00 c/ café |
|
km 0 |
Pousada S. Benedito |
(12) 3108-1165 |
Pernoite a R$ 25,00, apto c/café |
Relato
Chegamos cedo em Aparecida, visitamos o local onde foi
achada a imagem no rio, depois fomos para a Basílica fizemos nossas orações,
entregando todos os pedidos do caminho. Na capela do Santíssimo rezamos um
terço de entrega e agradecimento. Depois nos dirigimos à Secretaria da Basílica
para o último carimbo na credencial e retirar o Certificado de Peregrino
Mariano. A seguir pedimos algumas informações e fomos procurar a Pousada São
Benedito. Andamos por mais de uma hora no sol tentando achar a pousada. A
partir da Basílica, as setas não existem mais, de forma que é como procurar uma
agulha em um palheiro. Encontramos apenas uma pensão São Benedito, mas pelo que
pude averiguar as pessoas não conheciam o caminho da fé. Também não gostei do
aspecto do local. De forma que desistimos e fomos para a parte alta da cidade.
Antes o Django foi comprar passagens de volta para sua
cidade enquanto Eu e Mara compramos nossa passagem para Vitória. Django
viajaria no dia seguinte enquanto Eu e Mara iríamos passar o Sábado e Domingo
em Cruzeiro na casa da Irmã da Mara. A nossa passagem para Vitória compramos
para a segunda-feira à noite.
Subimos a rua principal procurando hotel. Eu
particularmente, estava procurando um hotel de melhor categoria, que aceitasse
cartão de crédito, pois depois de todo caminho, merecíamos uma mordomia. Assim
Eu e Mara ficamos no Hotel Recreio e o Django optou por outro hotel ao lado.
Participamos da Missa à noite na basílica antiga, e optamos por comer
sanduíches à noite. No dia seguinte, antes de ir para Cruzeiro, participamos da
Missa na basílica nova. Antes de voltar para Vitória, na segunda-feira
participamos novamente da missa na basílica. Na despedida do Django decidi
deixar com ele meu terço, que levava preso à minha mochila, recomendando que o
usasse para orar.
Assim é o caminho, iniciando
Abraços de JR (José Roberto) e Mara (Maria Rita)